EUA podem reduzir tropas na Europa em um terço
Proposta do Pentágono prevê retirada de até 25.000 militares e reestruturação da presença militar na região.
Os EUA estão considerando um plano drástico para retirar cerca de 25.000 militares, aviões, navios e armas da Europa em um movimento que seria a redução mais significativa da sua presença militar na Europa desde o fim da Guerra Fria, revelaram fontes a uma mídia norte-americana.
A redução do contingente pode chegar a cerca de um terço de todas as tropas norte-americanas na Europa e até atingir a metade de 40.000 soldados, comentou um funcionário dos EUA e outra pessoa com conhecimento das deliberações correspondentes.
Para cumprir este plano, o general da Força Aérea e chefe do Comando Europeu dos Estados Unidos, Alexus Grynkewich, deve entregar sua análise do assunto ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, na sexta-feira (18).
O relatório de Grynkewich provavelmente delineará quatro cursos de ação que podem incluir cortes na aviação, pessoal naval e tropas terrestres, bem como outras capacidades, e possivelmente deslocar algumas forças dentro da Europa para países no flanco leste da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Depois de estudar esse documento, Hegseth deve receber uma recomendação final em 6 de novembro, que depois seria apresentada ao presidente Donald Trump, acontecendo quaisquer retiradas depois disso.
"Tal retirada poderia remodelar radicalmente a relação dos EUA com seus principais aliados e forçar os países europeus a forjar novas parcerias em um momento volátil, com guerras na Ucrânia e no Oriente Médio", escreveu a mídia.
Além disso, o veículo especificou que os países mais afetados serão a Alemanha, a Itália e a Espanha, por abrangerem a maior parte das tropas norte-americanas na Europa.
Desde o início de seu segundo mandato como presidente dos EUA, Donald Trump declarou que a Europa deveria assumir a liderança em sua própria defesa, apoiada pelo arsenal nuclear dos EUA, enquanto as forças dos EUA são necessárias para enfrentar ameaças mais urgentes procedentes da China, Irã e cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental.
Nos últimos meses, Trump também tem questionado muito o valor da aliança da OTAN, atacando os parceiros europeus por sua recusa em se juntar aos Estados Unidos na guerra contra o Irã.
Em junho, o Pentágono anunciou uma revisão de seis meses da presença militar dos EUA na Europa. Mais tarde, Hegseth esclareceu que, como parte dessa ação, o órgão pretende avaliar a adequação da localização de suas bases em termos de acessibilidade. Segundo ele, o objetivo do processo é garantir a implantação adequada das tropas dos EUA em todo o mundo.