Investimento estrangeiro na Dívida Pública Mobiliária Federal aumenta em agosto
Participação dos investidores estrangeiros na DPMFi atinge 9,91% no último mês, segundo o Tesouro Nacional.
A participação dos investidores estrangeiros no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu de 9,82%, em julho, para 9,91% em agosto, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, 28.
O estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros cresceu de R$ 879,07 bilhões para R$ 886,3 bilhões no período.
As instituições financeiras continuam tendo a maior participação no estoque da DPMFi: de 31,22% em agosto, ante 31,34% em julho. A parcela dos fundos de investimento passou de 22,23% para 22,52%, e a do grupo de Previdência caiu de 22,73% para 22,63%. As seguradoras passaram de 3,32% para 3,34%.
Parcela da DPF corrigida pela Selic
A parcela de títulos da Dívida Pública Federal (DPF) atrelada à taxa Selic aumentou de 51,11% em julho para 52,74% em agosto, informou o Tesouro Nacional nesta segunda. O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 foi atualizado para prever um intervalo de 49% a 53% para a participação desses títulos.
A participação dos papéis pré-fixados subiu de 19,22% para 20,31%. O novo limite para esses papéis agora é de 20% a 24%. A parcela dos títulos indexados à inflação cresceu de 26,02% para 23,22%, contra um intervalo atualizado de 21% a 25% no PAF. Os papéis cambiais passaram de 3,65% para 3,74%. No PAF revisado, esse intervalo foi mantido de 3% a 7%.
A parcela da DPF a vencer em 12 meses reduziu de 18,91% em julho para 16,39% em agosto. No PAF de 2026, o intervalo previsto é de 18% a 22%.
O prazo médio da dívida subiu de 4,05 anos para 4,10 anos. Os limites do PAF são de 3,8 a 4,2 anos para 2026. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF reduziu de 12,45% ao ano em julho para 12,59% ao ano em agosto.