África do Sul busca diversificar exportações com foco na China e BRICS
Exportadores aumentam presença em mercados emergentes para reduzir a dependência de destinos tradicionais.
Exportadores agrícolas da África do Sul estão acelerando a entrada na China e em outros mercados do BRICS para diversificar vendas e reduzir a dependência de destinos tradicionais, se aproveitando de tarifas zero oferecidas por Pequim e de oportunidades para impulsionar exportações, empregos e crescimento de longo prazo.
De acordo com o Global Times, exportadores sul-africanos dos setores alimentício e agrícola estão direcionando cada vez mais seus esforços para a China e outros mercados do BRICS, em busca de ampliar vendas e reduzir a dependência de destinos tradicionais diante das transformações no comércio global.
Empresas instaladas na Zona Econômica Especial de Coega, na província do Cabo Oriental, afirmam que a China e os demais parceiros do BRICS se tornaram importantes vetores de crescimento, especialmente em um cenário marcado por tensões comerciais e mudanças nas condições de acesso a mercados tradicionais.
A fabricante de alimentos DC Foods, especializada em frutas congeladas e sorbets (sobremesa gelada feita principalmente de frutas, água e açúcar), está na fase final dos trâmites regulatórios necessários para iniciar exportações ao mercado chinês. Segundo a empresa, o processo de adequação às exigências sanitárias e de segurança levou cerca de um ano e foi realizado em cooperação com órgãos de comércio da África do Sul.
A entrada na China integra uma estratégia mais ampla da DC Foods para fortalecer sua presença em economias emergentes e em outros mercados asiáticos, incluindo a Índia, país com o qual já mantém relações comerciais por meio da compra de matérias-primas.
Ainda segundo a apuração, a exportadora de frutas Coegapack compartilha uma avaliação semelhante, acreditando que a forte demanda de China, Índia e Rússia será fundamental para absorver o crescimento da produção agrícola sul-africana e sustentar a expansão do setor nos próximos anos.
O movimento coincide com a implementação pelo regime chinês de tarifa zero para produtos africanos elegíveis, mesmo que os resultados imediatos ainda sejam difíceis de mensurar, o benefício deve criar vantagens competitivas relevantes e ampliará as oportunidades de exportação no longo prazo, na avaliação da mídia.
A aproximação com a China e outros membros do BRICS também reflete a necessidade de mitigar riscos associados aos mercados tradicionais, já que as mudanças nas políticas comerciais e o aumento de tarifas passaram a pressionar as margens de lucro das empresas.