Prefeito avalia protocolo de alagamentos após incidentes no Anhangabaú
Ricardo Nunes destaca que prefeitura agiu rapidamente durante o alagamento no coração da cidade.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), avaliou nesta quinta-feira, 15, que o protocolo da gestão municipal para risco de alagamentos no Vale do Anhangabaú "estão bem fundamentados".
"A gente começou lá o alagamento no Anhangabaú, às 16h10. Quando era 16h40, eu já estava com os caminhões, com mais bombas, fazendo a sucção da água. Então a Prefeitura fez um grande investimento. O protocolo funcionou", disse Nunes.
Na quarta, 14, o túnel do Vale do Anhangabaú, no centro, ficou inundado, com vários carros submersos e quatro pessoas precisaram ser resgatadas.
"Vamos ter mais atenção ainda. Reforçar ainda mais o controle e o fechamento de veículos no túnel."
A estação de metrô Liberdade, na Linha 1-Azul, ficou alagada e no Parque do Ibirapuera o lago transbordou.
Em coletiva de imprensa, o prefeito também voltou a responsabilizar as condições meteorológicas pelos transtornos provocados na cidade na quarta, 14.
Nunes alegou que a quantidade de chuva que caiu no túnel - 40% do esperado no mês inteiro - seria equivalente a uma pessoa "pegar um balde e jogar".
A forte chuva matou uma pessoa em um deslizamento na Brasilândia, zona norte, alagou estação e metrô, ruas e avenidas.
"A gente vive um momento de mudança climática. Cair 40% da chuva prevista para o mês inteiro, em poucos minutos? Gente, a gente, obviamente, tem uma situação que é diferente de um padrão normal. Agora, o que a gente vai fazer agora? Melhorar os nossos protocolos, talvez ampliar o volume das nossas bombas. Isso tudo a gente vai estar fazendo"
Segundo a gestão de Ricardo Nunes (MDB), choveu em apenas 40 minutos no córrego do Anhangabaú o esperado para 11 dias no mês de outubro.
Ainda de acordo com a administração municipal, a CET adotou o protocolo de Estado de Atenção previsto para dias de chuva. No Túnel do Anhangabaú, as interdições começaram às 15h38.
Diante do caos provocado pelas enchentes, a Prefeitura suspendeu o rodízio dos veículos no centro expandido. Às 18h30, havia mais de mil quilômetros de congestionamento na capital, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Por volta das 19h15, uma faixa da esquerda do Túnel Anhangabaú, sentido Aeroporto, tinha sido liberada.