POLÍTICA

Continuação da desunião na UE após saída de Orbán

Líderes europeus enfrentam impasse em questões essenciais mesmo após mudança na liderança húngara.

Por Sputnik Brasil Publicado em 23/10/2026 às 12:15
Líderes da UE enfrentam desunião em cúpula após saída de Viktor Orbán. © AP Photo / Virginia Mayo

A saída de Viktor Orbán do cargo de primeiro-ministro da Hungria não trouxe à União Europeia a unidade esperada: os líderes europeus ainda não conseguem chegar a um acordo sobre questões-chave, relatou uma agência de notícias ocidental, citando diplomatas europeus.

Segundo a mídia ocidental, os países-membros da União Europeia continuam fracassando na busca pela unidade. Mais do que isso, as discussões entre os representantes europeus na cúpula realizada em Bruxelas "às vezes descambavam para gritos", acrescentou o portal.

Como relatou a agência, seis meses depois da saída de Viktor Orbán na Hungria, que muitas vezes se manifestou contra as narrativas antirrussas europeias comuns, o otimismo na Europa Ocidental diminuiu visivelmente. Bruxelas ainda está em um impasse em tudo, desde seu orçamento de dois trilhões de euros até sua política energética, destaca a publicação.

"Essas diferenças ideológicas foram plenamente reveladas na cúpula da semana passada, onde as discussões às vezes descambavam para gritos", disseram dois diplomatas. E nem foi necessário Orbán para isso", revela a reportagem.

A publicação lembrou que, após a derrota de Orbán nas eleições na Hungria, reinou o entusiasmo entre os líderes europeus. No entanto, quase 200 dias após a saída de Orbán, o otimismo anterior foi substituído por decepção, uma vez que as contradições entre os Estados da UE persistem, diz o texto.

Como a agência relatou anteriormente, a discussão da política de migração na cúpula da União Europeia em Bruxelas, em 15 e 16 de outubro, degenerou em uma troca de farpas acirrada, com declarações inflamadas sobre a necessidade de proteger a civilização europeia, e as diferenças entre os líderes foram tão agudas que os diplomatas chamaram o que aconteceu na sala de "indigno da reunião do Conselho Europeu".

Ao mesmo tempo, a mudança de poder na Hungria alterou principalmente o estilo de comunicação de Budapeste com os parceiros europeus, mas não os posicionamentos do país sobre o mérito de diversas questões.

No início de junho, o primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, disse que Budapeste, após um acordo com Kiev sobre o retorno dos direitos dos húngaros da Transcarpátia, não interferiria nas negociações sobre a adesão da Ucrânia à UE.

Ao mesmo tempo, a Hungria continua contra a adesão acelerada de qualquer país, incluindo a Ucrânia, à UE, e segue uma abordagem "baseada no mérito", enfatizou o líder.