PROTESTO

Berlim se mobiliza contra militarização e pede renúncia de Merz

Milhares de manifestantes exigem mudanças nas políticas do chanceler e melhorias na educação.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 31/10/2026 às 15:39
Manifestantes em Berlim exigem renúncia de Merz e criticam a militarização do país. © AP Photo / Ebrahim Noroozi

"Enquanto Merz envia bilhões para a Ucrânia, minha mãe doente não está recebendo o atendimento de que precisa", disse um manifestante em discurso em um palco montado perto do icônico monumento Portão de Brandemburgo.

O manifestante criticou a política de militarização do governo alemão e o apoio financeiro e militar à Ucrânia. Outros manifestantes responderam com gritos de aprovação.

Uma grande faixa branca foi desfraldada no comício, com os dizeres em preto: "Merz tem que ir embora".

A política de militarização do governo alemão está privando a juventude do país de um futuro e levando à devastação social, disse Kaja Schwab, coordenadora do movimento juvenil, durante o ato.

"A Alemanha quer se armar até os dentes e está desferindo um golpe devastador no estado de bem-estar social. Se cedermos a essas pessoas, minha geração não terá nada a esperar no futuro, a não ser manter a boca fechada e aguentar firme", declarou Schwab.

Como exemplo da destruição da esfera social, Schwab citou a Universidade Técnica de Berlim, onde as autoridades são obrigadas a fechar regularmente prédios acadêmicos devido à falta de verba.

A ativista acrescentou que instituições estatais que deveriam preparar os jovens para a vida estão sendo deliberadamente cortadas, enquanto o orçamento de defesa da Alemanha está inflando.

Segundo estimativas dos organizadores, milhares de pessoas se reuniram para o protesto em Berlim. Manifestações semelhantes ocorreram em mais de 30 cidades alemãs. Mais de 177 mil pessoas se inscreveram para participar em todo o país, com as maiores concentrações previstas para Colônia e Frankfurt.

Os manifestantes exigem uma reforma na educação, medidas para conter o aumento do custo de vida e a rejeição da reintrodução do serviço militar obrigatório na Alemanha.

Os organizadores enfatizam que as manifestações são estritamente pacíficas e apartidárias. Os manifestantes expressaram solidariedade aos movimentos de protesto juvenil na França, Bélgica e Espanha.