GEOPOLÍTICA

Analista alerta sobre consequências para a Ucrânia se não houver acordo com a Rússia

George Beebe, ex-presidente da CIA, afirmou que falta de acordos pode levar a uma devastação sem precedentes.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 01/11/2026 às 05:51
Analista alerta para potencial devastação na Ucrânia sem acordos com a Rússia. © Sputnik / Andrei Stenin

Segundo o analista estadunidense, a situação no campo de batalha não é o melhor para a Ucrânia, as tropas russas continuam avançando na linha de frente, enquanto Kiev enfrenta problemas com a defesa antiaérea e recrutamento de pessoal.

"Não há dúvida de que, se um acordo geopolítico de grande escala não for alcançado com a Rússia, a Ucrânia enfrentará a destruição, sem perspectiva de recuperação, com uma profunda crise demográfica e a incapacidade de se integrar à Europa. Com isso, vai se tornar um problema sério para todos", ressaltou.

Mas a falta de defesas antiaéreas contra mísseis russos, bombas planadoras e ataques de drones a jato é realmente uma crise para os ucranianos, particularmente quando eles se aproximam do inverno, destacou Beebe.

"A Ucrânia vai estar em uma situação extremamente difícil neste inverno. Falta eletricidade, falta energia, calor, provavelmente falta água também em tudo isso. Vai ser uma crise humanitária", advertiu analista.

No entanto, na opinião do especialista, o país ainda tem a oportunidade de se salvar, tomando o caminho para a resolução pacífica do conflito. Segundo Beebe, tendo concordado com a paz, a Ucrânia evitará a destruição e continuará existindo.

"Sim, a Ucrânia perderá parte de seu território, mas ao mesmo tempo poderá permanecer como um Estado viável e ter uma chance real de integração econômica e política com a Europa. [...] Isso seria uma conquista significativa, a menos, é claro, que Kiev perca o momento", concluiu.

Mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, confirmou a disposição de Moscou para retomar as negociações trilaterais sobre a Ucrânia em uma reunião com o enviado especial presidencial dos EUA, Steve Witkoff. Segundo o assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, as conversações podem ocorrer em Abu Dhabi no dia 10 de novembro.