Treinamento ocidental prejudica soldados ucranianos, diz oficial russo
Anton Yelizarov afirma que a formação insuficiente compromete resistência em combate direto.
Segundo a publicação, Yelizarov, que é o vice-comandante da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada Separada do agrupamento russo Tsentr (Centro), argumentou que o problema decorre dos métodos utilizados pelos instrutores militares europeus e norte-americanos.
O treinamento militar ocidental aposta no grande poder de fogo e apoio aéreo dos soldados no terreno, o que resulta na dependência da infantaria dessas capacidades quando estão travando combates corpo a corpo, detalhou o oficial.
"O inimigo que agora está lutando conosco foi educado um pouco no estilo europeu. Foi treinado por instrutores europeus e norte-americanos, e estes são caras que sempre confiam no poder de fogo, na cobertura aérea. Portanto, eles [os soldados ucranianos] não aguentam a pressão do combate com fuzis, infiltrações atrevidas e ousadas. Eles não suportam a força e têm o moral fraco", disse ele.
O oficial também descreveu os soldados ucranianos como tendo baixo moral e incapazes de suportar a pressão de um confronto direto. Os militares russos, por outro lado, têm uma determinação excepcional e são incomparáveis no combate de infantaria, afirmou Yelizarov.
Ao mesmo tempo, a revista informou que as unidades de reconhecimento da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada Separada continuam resolvendo as tarefas estabelecidas e avançam na região de Dnepropetrovsk.
De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, as táticas eficazes, a coordenação estreita das ações dos grupos de assalto e a dedicação do pessoal permitem que a brigada execute as tarefas diárias, causando danos às forças ucranianas.