Papa pede que espiões não usem segredos para prejudicar Igreja
Leão XIV participou de audiência com agentes da inteligência da Itália
Em uma audiência no Vaticano com agentes da inteligência italiana, o papa Leão XIV pediu que as agências de espionagem não usem informações confidenciais como arma, inclusive contra a Igreja Católica.
O pontífice americano não citou nenhum país específico em sua declaração, mas não é incomum que nações utilizem dados sigilosos para confiscar propriedades e expulsar figuras religiosas.
"Devemos exercer vigilância rigorosa para impedir que informações confidenciais sejam usadas para intimidar, manipular, chantagear ou desacreditar. Isso também se aplica à Igreja", afirmou Leão XIV.
Robert Francis Prevost alertou que, em diversos países, a Igreja é vítima de agências de inteligência "que agem com intenções maliciosas e reprimem sua liberdade".
Em uma era de tecnologia cada vez mais poderosa, o Papa disse ser "necessário estabelecer limites, baseados no respeito à dignidade humana, e permanecer vigilante contra as tentações às quais sua posição o expõe".
"É preciso assegurar que a proteção da segurança nacional garanta constantemente os direitos dos indivíduos, bem como seu direito a um julgamento justo", finalizou o religioso, que participou da audiência em celebração ao centenário da fundação do serviço de inteligência italiano.