REPATRIAÇÃO

Itália já repatriou 25 mil cidadãos de áreas afetadas por tensão no Oriente Médio

Número foi divulgado à imprensa pelo vice-premiê Antonio Tajani

Por Redação ANSA Publicado em 08/03/2026 às 19:53
Tajani deu declaração durante entrevista na Farnesina ANSA

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou neste domingo (8) que cerca de 25 mil italianos já retornaram ao país desde o início das operações de repatriação em decorrência da escalada de tensão no Oriente Médio.

Em declaração à imprensa na Farnesina, o chanceler italiano destacou que outros 5 mil cidadãos já retornaram ou estão em trânsito de diversos destinos, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã, Israel, Maldivas, Tailândia, Camboja e Sri Lanka.

"Há uma melhora significativa em comparação com ontem e anteontem em relação aos nossos concidadãos", disse Tajani.

O ministro destacou também que a situação se estabilizou em Israel, com dois comboios partindo de Jerusalém e Tel Aviv.

Segundo ele, menos solicitações estão chegando às embaixadas e consulados, indicando uma melhora geral no fluxo de cidadãos italianos.

Ainda há um número considerável de italianos nas Maldivas, mas Tajani elogiou a eficiência do trabalho do consulado e da embaixada em Colombo, que também têm recebido agradecimentos de cidadãos de outros países.

Por outro lado, Tajani anunciou a redução do número de funcionários nas embaixadas italianas em Bagdá e Beirute, mantendo apenas o pessoal essencial para atividades diplomáticas, devido à persistente preocupação com a segurança nessas regiões.

O vice-premiê da Itália revelou ainda ter conversado com o ministro egípcio das Relações Exteriores e ressaltou a importância da reunião da Liga Árabe.

Além disso, reiterou o apoio da Itália a iniciativas diplomáticas que busquem reduzir tensões e acelerar o fim do conflito, embora não haja sinais de resolução imediata.

Ele também destacou a coordenação europeia para proteger as fronteiras da União Europeia e a ilha de Chipre, incluindo o envio da fragata Martinengo.

Por fim, o ministro comentou que conversou com Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, sobre o Irã, confirmando que o país continua trabalhando no desenvolvimento da arma nuclear, mantendo o urânio enriquecido que existia antes de ataques recentes.

Sobre os italianos na região, Tajani afirmou que "a emergência não acabou, mas está chegando ao fim". "Continuaremos a ajudar todos os italianos, incluindo residentes em áreas de perigo, para facilitar sua saída. Não há necessidade de organizar voos fretados, basta acompanha-los em voos regulares", concluiu.