Polícia de Londres trata ataque a faca em bairro judeu como 'terrorismo'
Agressor teria antecedentes por violência e problemas mentais
O homem que esfaqueou duas pessoas no bairro judeu de Golders Green, em Londres, nesta quarta-feira (29), tem 45 anos e "antecedentes de violência, além de problemas de saúde mental", informou a Polícia Metropolitana da capital britânica, que trata o caso como "atentado terrorista".
Já os dois homens atacados têm 76 e 34 anos e ficaram "gravemente feridos".
Eles receberam atendimento pela Hatzola, organização voluntária judaica de serviços médicos de emergência, enquanto o suspeito foi detido após tentar atingir os policiais com a faca.
Falando a poucos metros do ocorrido, o chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, teve dificuldades para atualizar as informações da agressão, já que moradores de Golders Green gritavam "vergonha", por não se sentirem suficientemente protegidos pelas forças de ordem.
O incidente de hoje ocorreu em meio a uma série de incêndios criminosos contra a comunidade judaica em Londres, de modo paralelo à guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
De acordo com a AFP, muitas das investidas em território britânico foram reivindicadas por um grupo supostamente ligado a Teerã, chamado Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya ("Movimento Islâmico do Povo da Mão Direita").
Em viagem de Estado aos EUA, o rei Charles III expressou sua "profunda preocupação" e "choque" com o atentado em Golders Green. A declaração foi feita em mensagem divulgada pelo Palácio de Buckingham em nome do soberano e da rainha consorte Camilla.
O monarca também assegurou aos feridos suas "orações e pensamentos".