VIOLÊNCIA

Tiroteio em mesquita em San Diego, nos EUA, deixa 3 mortos

Agressores cometeram suicídio após atentado

Por Redação ANSA Publicado em 19/05/2026 às 10:54
Centro Islâmico de San Diego foi atacado a tiros por dois homens © ANSA/AFP

Um tiroteio no Centro Islâmico de San Diego, nos Estados Unidos, na segunda-feira (18), deixou três mortos, além dos dois agressores, de 17 e 19 anos.

A polícia acredita tratar-se de um "crime de ódio".

O atentado ocorreu por volta do meio-dia no horário local, quando os dois atiradores invadiram a maior mesquita da cidade e abriram fogo na entrada do complexo religioso, que também abriga uma escola. Todas as vítimas são homens adultos e, entre elas, está um segurança do Centro Islâmico, que, segundo a polícia, "desempenhou um papel crucial para evitar uma tragédia ainda maior".

Os criminosos cometeram suicídio dentro de um carro estacionado a poucos quarteirões de distância.

Imagens que circularam em meio ao atentado mostraram uma enorme operação policial, com dezenas de veículos cercando o prédio e garantindo que todas as crianças que frequentavam as aulas na escola Al Rashid fossem evacuadas em segurança.

De acordo com relatos do chefe da polícia de San Diego, Scott Wahl, a mãe de um dos dois atiradores alertou as autoridades antes do ataque, informando que algumas armas guardadas em sua casa haviam desaparecido e que o filho tinha intenções suicidas.

A denúncia da mulher ocorreu cerca de duas horas e meia antes do primeiro alerta recebido pelos policiais a respeito do tiroteio.

Os investigadores encontraram mensagens anti-islâmicas dentro do veículo onde os dois homens se mataram.

"Eram discursos de ódio em geral, abrangendo uma ampla gama de tópicos", revelaram as autoridades.

Para o imã e diretor do Centro Islâmico de San Diego, Taha Hassane, "a intolerância religiosa e o ódio que infelizmente existem em nossa nação [EUA] são sem precedentes".

Já o presidente dos EUA, Donald Trump, definiu o atentado como "terrível", enquanto ameaça o Irã com mais bombardeios caso um acordo entre as partes não seja alcançado.

Este é o segundo episódio de um atentado em território americano desde que o país iniciou a guerra contra Teerã, em 28 de fevereiro, em conjunto com Israel. Em março, uma sinagoga no Michigan foi invadida por um homem armado em um caminhão.