TRAGÉDIA

Terremoto na Colômbia deixa mais de 120 mortos, diz mídia

Até o momento, brasileiros e italianos não foram confirmados entre as vítimas

Por Redação ANSA Publicado em 11/08/2026 às 10:10
Pessoas buscam por sobreviventes em edifício que desabou em Pereira com terremoto © ANSA/AFP

O número de mortos na Colômbia devido ao forte terremoto que abalou o país nesta segunda-feira (10) subiu para ao menos 124

A informação é do jornal local El Tiempo, com base em dados coletados nas áreas da tragédia.

De acordo com o veículo, 77 vítimas foram confirmadas nas capitais regionais. Somente no Valle del Cauca, onde estão as cidades mais afetadas pelo tremor, como Cali e Armenia, pelo menos 40 pessoas morreram.

Em Pereira, outro município duramente atingido, mais de 30 seguem desaparecidas.

Mais cedo, o novo presidente colombiano, Abelardo De La Espriella, havia confirmado 111 mortos e 87 feridos até as 12h30 locais (14h30 de Brasília).

Esse foi o primeiro anúncio público do recém-empossado chefe de Estado, que após uma reunião com o Comando Unificado de Emergência, afirmou que, a partir de agora, o governo divulgaria os números oficiais relativos às vítimas e aos danos causados pelo tremor.

"A gestão nacional mobilizou todos os seus recursos. A prioridade é resgatar pessoas presas sob os escombros", declarou De la Espriella.

O presidente também declarou estado de calamidade pública no país.

Nas redes sociais, De la Espriella explicou que instalou um Posto de Comando Principal em Bogotá, de onde "coordenaremos, em tempo real, as ações com os três Postos de Comando Unificado localizados em Armenia e Cali".

Ele também informou que formou equipes de trabalho estratégicas sob liderança do vice-presidente José Manuel Restrepo e de seus ministros.

"Eu estarei à frente desta emergência nacional, percorrendo o país sem descanso para tomar as decisões imediatas que protejam a vida de cada cidadão", escreveu De la Espriella no X, antes de acrescentar: "Abracemos as vítimas e as famílias que hoje sofrem este golpe com a grandeza e a solidariedade que definem o nosso caráter patriótico".

O tremor de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia e durou 96 segundos, embora em várias localidades tenha durado até quatro minutos. O epicentro foi em San José del Palmar, a uma profundidade de 96 quilômetros, em uma área rural do departamento de Chocó, a 300 quilômetros de Bogotá.

O terremoto de hoje é considerado o mais violento do país nesta década e foi sentido em países vizinhos, como Equador e Panamá, além de Manaus, no Brasil.

As localidades colombianas mais atingidas são Cali - a terceira maior cidade do país -, Pereira, Armenia e Manizales. Juntas, elas somam 3,5 milhões de habitantes.

Nesses locais, poucas horas após o abalo sísmico, já eram registradas dezenas de mortes, com muitos edifícios reduzidos a escombros.

Em Cali, diversos hospitais públicos e privados desabaram. Em um deles, o desmoronamento atingiu a ala pediátrica e a unidade de terapia intensiva. O diretor da instituição, Irne Torres, confirmou uma morte e ao menos dez soterrados, evitando revelar se há crianças envolvidas na tragédia.

O caos no país se agravou com a interrupção no fornecimento de gás, eletricidade e água nas áreas mais atingidas, além de falhas no sistema de comunicação. Os aeroportos de Cali, Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura foram fechados "por motivos de segurança".

Até o momento, o embaixador da Itália em Bogotá, Giancarlo Curcio, afirmou que não há relatos de cidadãos italianos afetados pelo terremoto.

Em nota, o Itamaraty também confirmou que, até agora, brasileiros não foram identificados entre as vítimas do tremor.

A Colômbia enfrenta um risco sísmico muito elevado por ser um dos poucos países do mundo onde convergem três placas tectônicas. O epicentro do terremoto desta segunda situa-se na mesma área onde ocorreram alguns dos sismos mais devastadores do país: em 1999, um terremoto de magnitude 6,2 atingiu a cidade de Armenia, na Cordilheira Central dos Andes, causando danos extensos e quase mil mortes.

Em 1983, Popayán, situada mais ao sul, na Cordilheira Ocidental, foi atingida por outro tremor que vitimou 287 pessoas.