Kleverson Levy
Kleverson Levi é jornalista e escreve especialmente sobre política.Após denúncias de vereador, Câmara inicia "recadastramento geral" nesta segunda-feira (23)
O recadastramento será iniciado no dia 23 de fevereiro e segue até o dia 27, sempre das 8h às 12h; servidores deverão se dirigir à Diretoria de Gestão de Pessoas com os documentos necessários
Apontadas pelo vereador Rui Palmeira (PSD), as denúncias confirmaram o uso de cargos na Mesa Diretora da Câmara de Maceió com altos salários e até servidores considerados "fantasmas".
No plenário da Casa de Mário de Guimarães, Palmeira expôs o que acontece em boa parte das casas legislativas: salários altos, pessoas ligadas aos nobres vereadores sem trabalhar e a presunção de que esses proventos indicam a famigerada 'rachadinha'.
Tanto que, no dia seguinte à fala do vereador, o presidente Chico Filho (PL) anunciou o "recadastramento geral" de todos os servidores efetivos e comissionados do Legislativo.
A portaria, publicada no Diário Oficial do município (DOM), convoca todos os servidores da Casa, efetivos e comissionados, a realizar o recadastramento funcional obrigatório.
"O recadastramento será iniciado no dia 23 de fevereiro e segue até o dia 27, sempre das 8h às 12h. Os servidores deverão se dirigir à Diretoria de Gestão de Pessoas com os seguintes documentos: identidade; CPF; comprovante de residência atualizado; certidão atualizada de estado civil; certidões negativas cíveis e criminais da Justiça Estadual e Federal; declaração de escolaridade; PIS/PASEP ou NIS; declaração de não acumulação de cargos públicos; e declaração de não recebimento de benefícios inacumuláveis com a função pública", diz a matéria do Dicom.
Em Tempo: sabe-se nos bastidores que há muito mais informações sobre nomes e codinomes conhecidos que ganham altos salários nos gabinetes de alguns vereadores e - sequer - aparecem na Câmara de Maceió.
Que o "recadastramento geral" não seja apenas uma 'cortina de fumaça' como medida meramente política para dar satisfação às denúncias, aos Órgãos Fiscalizadores e à imprensa.
Por fim, mesmo com essa decisão da presidência da Câmara, todavia, vale salientar que o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) foi provocado para que possa investigar o que denunciou Rui Palmeira.
Repito: Aqui e acolá, lembrem-se, não isenta uma fiscalização do Órgão devido ao grau das acusações feitas no plenário da Câmara de Vereadores de Maceió.
É isto!
E viva a política dos políticos em Alagoas!
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