SEGURANÇA PÚBLICA

Hugo Motta afirma que Câmara não permitirá perda de prerrogativas da PF com PL Antifacção

Presidente da Câmara destaca compromisso com a soberania nacional e fortalecimento das forças policiais no combate ao crime organizado

Publicado em 11/11/2025 às 12:23
Hugo Motta Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Casa não permitirá a perda de prerrogativas da Polícia Federal, nem colocará em risco a soberania nacional, durante a análise do projeto de lei de combate às facções criminosas, relatado pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP).

Motta informou que deve se reunir ainda nesta terça-feira (11) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para discutir o texto, originalmente proposto pelo governo federal. "O que a Câmara quer neste momento é entregar uma proposta à sociedade que de fato dê condições às nossas forças policiais, sejam elas estaduais ou federais, e ao nosso Poder Judiciário, de atuar mais firmemente no combate às facções criminosas e ao crime organizado", declarou Motta, pouco antes da reunião com o colégio de líderes da Câmara nesta manhã.

Segundo o presidente da Câmara, o relator do projeto tem trabalhado nesse sentido. "Eu devo encontrar ainda hoje também com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para tratar das sugestões do governo. Nós queremos fazer uma construção em que todos os atores possam participar." Motta acrescentou que Lewandowski deverá encaminhar novas sugestões à Câmara e lembrou que intermediou um diálogo entre o relator e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na segunda-feira (10).

"A Câmara não permitirá, em nenhum momento, que a Polícia Federal perca as suas prerrogativas. Essa é uma condição inegociável para nós", reforçou Motta. O deputado também destacou que a mesma postura será adotada em relação à soberania nacional: "Nós também não permitiremos que nenhuma proposta coloque em risco a soberania nacional", afirmou.

De acordo com Motta, o endurecimento do combate ao crime organizado deve ser feito "sem permitir que haja qualquer questionamento acerca da soberania". Ele também reconheceu o trabalho do relator Guilherme Derrite, ressaltando que o debate sobre o projeto tem ocorrido "de maneira técnica, sem politizar o assunto".