INCLUSÃO E DIREITOS

Comissão aprova criação de delegacias especializadas para pessoas com deficiência

Unidades deverão oferecer atendimento humanizado, acessível e capacitado para investigar crimes e garantir direitos das pessoas com deficiência

Publicado em 11/11/2025 às 17:17
Deputado Duarte Jr., relator Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou projeto de lei que prevê a criação de delegacias especializadas ou núcleos específicos da Polícia Civil para atender pessoas com deficiência e seus familiares.

Segundo o texto, essas unidades deverão estar preparadas para analisar casos de violência, abuso, discriminação ou violação de direitos envolvendo pessoas com deficiência.

De acordo com o projeto, as novas delegacias ou núcleos deverão:

  • Contar com profissionais capacitados para um atendimento humanizado, acessível e adequado a todos os tipos de deficiência — sensorial, intelectual, física e psicossocial;
  • Investigar crimes de violência física, psicológica, sexual, patrimonial, institucional ou qualquer outra violação de direitos;
  • Garantir acessibilidade física, comunicacional e atitudinal em todas as etapas do atendimento, com uso de tecnologia assistiva e intérpretes de Libras, quando necessário;
  • Promover ações de conscientização e combate à violência e à discriminação contra pessoas com deficiência;
  • Oferecer capacitação inicial e continuada aos servidores que atuarem nessas unidades.

A comissão aprovou a versão do relator, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), para o Projeto de Lei 1589/25, de autoria do deputado Robinson Faria (PP-RN). O texto original previa a criação dessas unidades especializadas apenas para o atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“O substitutivo contribui significativamente para o fortalecimento das políticas públicas de inclusão e cidadania e representa um avanço na construção de uma sociedade mais justa e acessível”, afirmou Duarte Jr.

O relator destacou ainda que a proposta não impõe despesa imediata aos estados, que poderão adaptar a estrutura de delegacias já existentes para a estruturação dos núcleos específicos, de forma gradativa e conforme a disponibilidade orçamentária.

Próximas etapas
O projeto tem caráter conclusivo e ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.