SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Moraes afirma que vigília buscava reeditar acampamentos do 8 de janeiro e critica Flávio e Eduardo Bolsonaro

Ministro do STF aponta tentativa de recriação de movimentos golpistas e responsabiliza filhos de Bolsonaro por incitação e ataques à democracia

Publicado em 22/11/2025 às 09:25
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) Reprodução / Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a organização criminosa condenada por planejar um golpe de Estado em 2022 buscava "reviver" os acampamentos ilegais que culminaram nos atos golpistas de 8 de janeiro, por meio da vigília convocada em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A análise consta da decisão que decretou a prisão preventiva do ex-chefe do Executivo. No despacho, Moraes envia recados diretos e responsabiliza dois filhos do ex-presidente: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

"Primeiro, um dos filhos do líder da organização criminosa, Eduardo Bolsonaro, articula criminosamente e de maneira traiçoeira contra o próprio País, inclusive abandonando seu mandato parlamentar. Na sequência, o outro filho do líder da organização criminosa, Flávio Bolsonaro, insultando a Justiça de seu País, pretende reeditar acampamentos golpistas e causar caos social no Brasil, ignorando sua responsabilidade como Senador da República", destacou o ministro.

De acordo com Moraes, o vídeo gravado por Flávio Bolsonaro "incita o desrespeito ao texto constitucional, demonstrando que não há limites da organização criminosa na tentativa de causar caos social e conflitos no País, em total desrespeito à democracia".

O ministro ressaltou ainda que a democracia brasileira "atingiu a maturidade suficiente para afastar e responsabilizar patéticas iniciativas ilegais em defesa de organização criminosa responsável por tentativa de golpe de Estado".

Moraes também enfatizou que o "desrespeito à Constituição Federal, à Democracia e ao Poder Judiciário permanece por parte da organização criminosa" e destacou que o grupo "articulou a fuga" do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que está nos Estados Unidos e também teve sua prisão preventiva decretada.