PGR não se opõe à prisão de Bolsonaro por 'gravidade de novos fatos'
Parecer do procurador-geral da República foi emitido de madrugada e embasou decisão do STF que determinou a custódia preventiva do ex-presidente
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu parecer à 1h25 deste sábado (22) sobre o pedido da Polícia Federal para a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em documento sucinto, Gonet afirmou "não se opor" à medida solicitada pela PF, destacando a urgência e a gravidade dos fatos recentes.
"Diante da urgência e gravidade dos novos fatos apresentados, a Procuradoria-Geral da República não se opõe à providência indicada pela Autoridade Policial", escreveu o procurador-geral.
A manifestação foi citada no despacho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão do ex-chefe do Executivo.
Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado, após o STF ser informado sobre a violação de sua tornozeleira eletrônica e considerar risco de fuga, especialmente após a convocação de vigília pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em apoio ao pai.
Ao autorizar a custódia preventiva, Moraes determinou que fosse disponibilizado atendimento médico em tempo integral ao ex-presidente, em regime de plantão.
Bolsonaro ficará detido em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.