POLÍTICA | GRANDE SÃO PAULO

Vereador de Guarulhos faz gesto obsceno e é acusado de violência de gênero

Fernanda Curti (PT) registra boletim de ocorrência após gesto de Kleber Ribeiro (PL) durante sessão marcada por tumulto

Publicado em 12/12/2025 às 18:22
Kleber Ribeiro (PL) Reprodução / Instagram

O vereador Kleber Ribeiro (PL) foi acusado de fazer um gesto obsceno direcionado à colega Fernanda Curti (PT) durante a sessão da Câmara de Guarulhos, realizada na quarta-feira, 10. O episódio ocorreu enquanto estava em discussão um projeto de lei de autoria de Ribeiro, que propõe restringir o financiamento público a escolas de samba e blocos "que promovam intolerância religiosa".

Durante o debate, Ribeiro discursou de forma crítica ao público presente na galeria. O clima se acirrou e um aliado do parlamentar foi acusado de portar uma arma de fogo. Ribeiro negou a acusação e, dirigindo-se a Fernanda, perguntou se ela gostaria de ver a "pistola", fazendo um gesto com a genitália. Em resposta, a vereadora registrou um boletim de ocorrência por violência política de gênero na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarulhos.

"É uma violência de gênero. Com um homem ele não faria isso", declarou Fernanda Curti. Procurado, Kleber Ribeiro negou ter feito referência à genitália e afirmou ter sido ofendido durante a confusão. "Olhando o gesto agora, fiz uma coisa querendo passar outra", disse o parlamentar do PL. "Eles falaram que eu sou nazista. A minha família tem judeu. Me chamaram de racista do nada".

A Câmara de Guarulhos informou que a Guarda Civil Municipal foi acionada para conter os ânimos do público e reforçou seu compromisso com a liberdade de manifestação e participação popular, desde que respeitados os limites do respeito mútuo. A Polícia Civil abriu investigação sobre o caso.

Este não foi o primeiro episódio de tumulto envolvendo Kleber Ribeiro. Em setembro, o vereador foi pivô de uma briga na Câmara que terminou em empurra-empurra e acusações mútuas de agressão, com uso de gás de pimenta pela segurança da Casa. Na ocasião, estudantes da Unifesp protestavam contra o parlamentar, que havia se envolvido em uma confusão com alunos no campus da universidade na semana anterior.