POLÍTICA SOCIAL

Comissão aprova obrigatoriedade do Plano Decenal de Assistência Social

Projeto de lei transforma em obrigação legal a elaboração do plano decenal, buscando garantir estabilidade às políticas sociais

Publicado em 06/01/2026 às 13:44
Comissão da Câmara aprova projeto que torna obrigatório o Plano Decenal de Assistência Social no Brasil. Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o projeto que torna obrigatória a elaboração do Plano Decenal de Assistência Social no país.

O texto altera a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), formalizando o plano como instrumento legal de planejamento, com objetivos e metas para o setor a cada dez anos.

Como é hoje
Atualmente, o Sistema Único de Assistência Social (Suas) já adota um plano decenal — o vigente é de 2016 a 2026 —, mas sua implementação depende de resoluções e da vontade política dos gestores.

O que a proposta faz
O projeto de lei busca transformar essa prática em uma obrigação legal, semelhante ao que já ocorre com o Plano Decenal de Educação, conferindo mais estabilidade e segurança jurídica às políticas sociais.

Mudança no texto original
Por recomendação da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), foi aprovado o Projeto de Lei 4230/25, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), com emenda.

A relatora ajustou a redação original para deixar claro que o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) deve monitorar o plano decenal em parceria com o ministério responsável pela área, como o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Estabilidade
Em seu parecer, Rogéria Santos destacou a importância de desvincular o planejamento das alternâncias de poder. "A proposta garante, independentemente da vontade dos governantes, que o Poder Público, em conjunto com a sociedade, realize, a cada dez anos, o planejamento da política de assistência social, promovendo maior estabilidade para essa importante política pública", afirmou a relatora.

O texto também determina que caberá ao Conselho Nacional de Assistência Social aprovar, monitorar e avaliar o plano, mantendo a participação social característica do Sistema Único de Assistência Social.

Próximos passos
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.