JUSTIÇA

Defesa solicita assistência religiosa e Smart TV para Bolsonaro no STF

Pedido inclui acompanhamento espiritual individualizado e acesso a canais de notícias em cela da PF

Publicado em 08/01/2026 às 22:04
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para garantir a ele acesso à assistência religiosa e a um aparelho de televisão do tipo Smart TV. As solicitações foram apresentadas nesta quinta-feira, 8.

No pedido, a defesa indica dois nomes para o acompanhamento espiritual: o bispo Robson Lemos Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra, e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. Os advogados argumentam que o atendimento seria individual, supervisionado e não interferiria na rotina da unidade nem representaria risco à segurança.

Sobre o acesso à televisão, a petição esclarece que o aparelho seria utilizado exclusivamente para acompanhamento de canais de notícias, inclusive por meio de plataformas de streaming amplamente utilizadas para veiculação de conteúdo jornalístico, como o YouTube, com caráter estritamente informativo.

"O acesso a meios de comunicação, em especial à programação jornalística e informativa, representa instrumento legítimo de preservação do vínculo do custodiado com a realidade social, política e institucional do país", afirmaram os advogados.

Segundo a defesa, o aparelho de televisão seria providenciado por familiares do ex-presidente e instalado na sala de Estado-Maior onde ele se encontra custodiado.

Mais cedo, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) visitou o pai e entregou a ele um rádio. Nas redes sociais, Carlos afirmou que o ex-presidente está em uma cela "insalubre".

Também nesta quinta-feira, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou no STF um pedido para que a Comissão de Direitos Humanos do Senado realize uma vistoria nas dependências da Polícia Federal em Brasília, onde Bolsonaro está preso. No documento encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, a parlamentar solicita autorização para a diligência e menciona informações divulgadas pela imprensa sobre as condições do local.

No pedido, Damares menciona como precedente a vistoria realizada em 2018 pela Comissão de Direitos Humanos do Senado nas dependências da Polícia Federal em Curitiba, durante a custódia do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À época, parlamentares obtiveram autorização judicial para verificar as condições do local, em iniciativa que, segundo o documento, observou o princípio da isonomia.