ELEIÇÕES 2024

Tarcísio rebate cobranças por apoio mais enfático a Flávio Bolsonaro

Governador de São Paulo reafirma lealdade à família Bolsonaro e reforça intenção de disputar reeleição no Estado

Publicado em 23/01/2026 às 13:47
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) Reprodução / Instagram

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou nesta sexta-feira (23) sua intenção de disputar a reeleição no Estado e reiterou o apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. Questionado sobre cobranças por um posicionamento mais enfático em relação ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Tarcísio respondeu: "Querem mais enfático que isso?"

Ao comentar o adiamento da visita ao ex-presidente Bolsonaro na penitenciária conhecida como "Papudinha", o governador afirmou que a mudança ocorreu por uma "questão de agenda". Tarcísio ressaltou que o encontro com Bolsonaro está remarcado para a próxima quinta-feira, 29.

"O tribunal atribui uma data, pode acontecer de naquela data não ser possível. Eu tinha uma razão pessoal, pedi outra data ao Supremo. Já foi autorizada", explicou. "Eu estarei lá para dar um abraço no meu amigo Jair Bolsonaro, uma pessoa por quem sou muito grato, que reconheço muito, que tenho grande apreço e afeição."

Durante coletiva de imprensa após a entrega de unidades habitacionais em Embu das Artes (SP), Tarcísio frisou que sempre manteve coerência em seu discurso e compromisso com São Paulo. Ele afirmou ser leal ao ex-presidente Bolsonaro e que, até a indicação de Flávio, o capitão reformado era seu candidato. O governador reforçou ainda que irá apoiar Flávio na campanha presidencial.

"O que vai acontecer em abril? Nada. Eu vou continuar tocando o barco, não vou apresentar carta de renúncia, não vou me desincompatibilizar", declarou. "Qualquer coisa diferente disso é especulação."

Sobre a possibilidade de Bolsonaro pedir maior empenho na campanha de Flávio durante a visita, Tarcísio garantiu que nunca houve pressão do ex-presidente e que a relação entre ambos sempre foi de amizade. "A única coisa que ele me pediu foi para ser candidato ao governo de São Paulo."