POLÍTICA E SAÚDE

Zema propõe exame obrigatório para médicos recém-formados, inspirado na OAB

Governador de Minas defende avaliação nacional para novos médicos durante sabatina em São Paulo

Publicado em 23/01/2026 às 14:11
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) Reprodução / Instagram

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta quinta-feira (22), em sua primeira sabatina como pré-candidato à Presidência da República, a criação de um exame nacional obrigatório para médicos recém-formados, nos moldes do exame da OAB para advogados.

O evento foi promovido pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, que iniciou uma série de encontros com presidenciáveis. Zema foi o primeiro a participar.

“Eu sou um entusiasta de toda avaliação que mostre a proficiência de alguém. No Brasil, temos notoriamente, no ramo do direito, o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Na minha opinião, se esse tipo de prática fosse estendido para outras atividades, seria positivo, porque comprova que a pessoa tem o mínimo de conhecimento”, afirmou o governador.

Zema ressaltou que a exigência é ainda mais relevante na área da saúde. “Um advogado ruim pode causar grandes danos. Um médico ruim pode matar”, enfatizou.

Atualmente, tramitam no Congresso Nacional propostas para instituir o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) como requisito obrigatório para que novos médicos obtenham registro profissional nos conselhos regionais de Medicina. Dois projetos estão em estágio avançado, um na Câmara e outro no Senado.

As declarações de Zema ocorrem após a realização da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), em 2025, que avaliou 351 cursos de medicina no país. Dos cursos analisados, 243 apresentaram desempenho considerado satisfatório, com proficiência de pelo menos 60% dos estudantes concluintes. Outros 107 cursos tiveram avaliação negativa, e um não foi avaliado por número insuficiente de inscritos.

O Ministério da Educação apresentou os resultados na segunda-feira (19), em reunião com a imprensa que contou com representantes do Ministério da Saúde.

Como mostrou o jornal Estadão, é provável que Zema deixe o governo de Minas Gerais em 22 de março para disputar a Presidência da República.

Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo que desejam concorrer a outro cargo eletivo devem deixar o posto até seis meses antes da eleição.