DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

Lula destaca massacre de judeus na Alemanha nazista após ser chamado de antissemita por Flávio Bolsonaro

Presidente reforça importância da memória do Holocausto e rebate acusações de antissemitismo feitas pelo senador Flávio Bolsonaro.

Publicado em 27/01/2026 às 20:05
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ressaltou nesta terça-feira, 27, em publicação na rede X (antigo Twitter), que o autoritarismo e os discursos de ódio foram instrumentos usados pelo regime nazista para promover o massacre de milhões de judeus. A manifestação do presidente faz referência ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

"Hoje - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto - é preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano. E lembrar que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século XX foi construída", escreveu Lula.

O presidente também destacou que, em seu primeiro mandato, em 2004, assinou uma petição enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) que instituiu o dia 27 de janeiro como data oficial de lembrança às vítimas do Holocausto. Segundo Lula, a data busca homenagear aqueles que perderam a vida e prestar solidariedade às famílias afetadas.

"Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações", afirmou Lula na publicação.

A escolha do dia 27 de janeiro remete à libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, em 1945, pelas tropas soviéticas. No local, situado no sul da Polônia, estima-se que entre 1,3 milhão e 3 milhões de pessoas tenham sido mortas pelo regime nazista.

Oposição associa Lula ao antissemitismo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, acusou Lula de antissemitismo nesta terça-feira, 27. Ambos devem disputar o pleito presidencial deste ano.

Segundo Flávio, Lula teria evitado condenar o Hamas em episódios recentes, preferindo criticar Israel, e afirmou ainda que o Brasil faz parte do grupo de países que apoiam o terrorismo.

O senador declarou que, caso eleito, irá alinhar-se a Israel. Em recado indireto a Lula, afirmou que o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel.

Em 2024, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, declarou que Lula é considerado persona non grata no país até que se desculpe por comparar a ofensiva israelense na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus promovido pela Alemanha Nazista entre 1933 e 1945.