'Todos têm que entrar em campo', diz Gleisi ao defender Haddad candidato em 2026
Gleisi Hoffmann reforça que ministros com força eleitoral devem disputar cargos para enfrentar direita
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reafirmou nesta quarta-feira (28) a defesa de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja candidato nas eleições de 2026. Para Gleisi, todos os auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que têm potencial eleitoral precisam "vestir a camisa" na disputa contra a direita nos Estados.
"Nós não temos o direito de deixar a extrema direita voltar a governar este país. Esse é o compromisso que esse campo progressista tem e Lula tem essa clareza dessa responsabilidade. Por isso, acho que, em uma situação como essa, em que temos um enfrentamento grande e está em risco um projeto de país e a democracia, todos têm que entrar em campo, todos têm que vestir a camisa e fazer aquilo que melhor sabem fazer na disputa eleitoral", afirmou a ministra.
Segundo Gleisi, é fundamental que todos os quadros do partido, inclusive Haddad, participem do processo eleitoral. "Nós precisamos disso, precisamos fazer essa disputa nos Estados com a extrema-direita e precisamos instalar os nossos melhores quadros", reforçou durante café com jornalistas.
Nos bastidores, Haddad é cotado para concorrer ao Senado ou ao governo de São Paulo, mas tem manifestado desejo de não disputar as eleições deste ano e, sim, atuar no comando da campanha pela reeleição de Lula. O presidente, porém, resiste a esse plano.
PSD
Durante o encontro com jornalistas, Gleisi evitou comentar sobre a possível filiação do governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, ao PSD. Questionada sobre o fato de o partido ter três ministérios e três postulantes ao Planalto, a ministra destacou que Lula conta com o apoio de setores regionais da sigla.
"A gente já teve apoio do PSD em vários Estados na eleição de 2022 e acho que a tendência é essa. O PSD não é um partido de unidade nacional, é um partido que se movimenta pelos interesses regionais e federados, e nós vamos lidar com isso", declarou Gleisi.