CPMI DO INSS

Presidente da CPMI do INSS convoca banqueiros Vorcaro e Cardamone Neto para depor

Comissão busca esclarecimentos sobre fraudes bilionárias e irregularidades no sistema financeiro envolvendo beneficiários do INSS.

Publicado em 29/01/2026 às 11:32
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), anunciou nesta quarta-feira (28) a convocação dos banqueiros Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e Luis Félix Cardamone Neto, diretor-presidente do Banco BMG, para prestarem depoimento à comissão na próxima quinta-feira, 5 de fevereiro.

Daniel Vorcaro foi detido em novembro do ano passado ao tentar deixar o país durante investigações de crimes contra o sistema financeiro, sendo liberado dez dias depois. Ele é acusado de participar de uma fraude de R$ 12 bilhões relacionada à venda de créditos falsos ao Banco Regional de Brasília (BRB).

Cardamone Neto, assim como Vorcaro, já havia sido chamado anteriormente pela CPMI. Na ocasião, a escolha dos executivos baseou-se no volume de reclamações registradas na plataforma Consumidor.gov.br e junto à Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

Em publicação nas redes sociais, o senador Viana também destacou que a CPMI trabalha para reverter uma decisão provisória que permite ao empresário Maurício Camisotti não comparecer à comissão. Segundo o presidente da CPMI, o colegiado seguirá adotando medidas legais para garantir o esclarecimento dos fatos investigados.

A Polícia Federal (PF) solicitou, em outubro, que um eventual depoimento de Camisotti seja realizado de forma reservada. Camisotti está preso na Superintendência da PF em São Paulo, e a CPMI busca ouvi-lo. Carlos Viana já havia solicitado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a revisão da decisão que concedeu a Camisotti o direito de não depor.

Em 15 de setembro, o ministro André Mendonça autorizou que o empresário tenha o direito de "comparecer, ou não, ao referido ato (depoimento), bem como o exercício do direito ao silêncio, em respeito ao princípio constitucional da não autoincriminação".

De acordo com a CPMI, Camisotti é apontado como um dos principais articuladores da fraude no INSS. As investigações indicam que ele controlava ao menos três entidades que, desde 2021, faturaram mais de R$ 1 bilhão por meio de descontos não autorizados em benefícios do instituto.