Kassab afirma que escolha do candidato do PSD será decisão política
Presidente do partido destaca proximidade do eleitorado com perfil bolsonarista e busca por alternativa de centro-direita
O presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou nesta quinta-feira (28), em entrevista à Globonews, que a definição do candidato presidencial do partido será fruto de uma solução política. Atualmente, três nomes estão na disputa: os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás).
“Nós temos o entendimento – e os três estão de acordo – de que haverá uma solução política conduzida pela direção do partido, que ouvirá as principais lideranças do PSD no País”, explicou Kassab. “A pesquisa do momento é importante, evidente, mas quando você fala em solução política, ela envolve uma série de outros fatores: perspectivas, relacionamento, enfim.”
Kassab ressaltou que a escolha será baseada em um conjunto de fatores analisados pela direção. Ele admitiu que não sabe exatamente quais critérios serão determinantes, mas garantiu que o processo será harmônico. Segundo o dirigente, a realização de prévias carrega o risco de provocar crises internas.
O secretário reconheceu ainda que o eleitor do PSD é “muito mais próximo” do eleitor do senador Flávio Bolsonaro (RJ-SP) do que do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, enfatizou que o partido não se define como “de direita”.
“Estamos ocupando majoritariamente o campo da centro-direita. Há eleitor de centro-esquerda? Há. Mas, majoritariamente, estamos na centro-direita”, afirmou. “Então, é quase natural que o eleitor do Flávio vote no nosso candidato no segundo turno, e vice-versa.”
Segundo Kassab, o PSD tem atraído eleitores que se viam sem uma opção confortável no espectro político, tanto entre os que rejeitam a direita e votariam em Lula por falta de alternativa quanto entre os que não se identificam com o PT nem com o bolsonarismo. Para ele, a pré-candidatura do partido busca justamente ocupar esse espaço intermediário, oferecendo uma alternativa de perfil moderado.