ELEIÇÕES 2026

Marina Silva avalia candidatura ao Senado por São Paulo e analisa propostas de partidos

Ministra do Meio Ambiente considera deixar a Rede e mantém diálogo com legendas como PT, PSOL, PSB e PV

Publicado em 29/01/2026 às 21:40
A ministra Marina Silva Reprodução

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, revelou que pode disputar uma vaga no Senado por São Paulo e confirmou conversas com partidos pelos quais já foi filiada. Em entrevista à RedeTV! nesta quinta-feira (29), Marina também afirmou que ainda não definiu se permanecerá no comando da pasta.

Segundo a ministra, ela e aliados avaliam a possibilidade de deixar a Rede Sustentabilidade. Marina destacou que há diálogo com legendas como o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido Verde (PV), entre outras, mas ressaltou que segue analisando as propostas apresentadas.

"Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata. E, agora, eu estou disposta a fazer essa construção", declarou à emissora.

Marina elogiou o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou torcer pela reeleição do petista, mas disse não saber se continuará à frente do Ministério do Meio Ambiente caso isso aconteça. "O presidente vai ficar muito à vontade para poder fazer a sua escolha de quem será o ministro do Meio Ambiente", pontuou.

Ao avaliar sua atuação, Marina destacou mudanças significativas, especialmente dentro do governo federal. Segundo ela, hoje existe uma política transversal para as questões ambientais, algo que, por muito tempo, defendeu praticamente sozinha.

Reconhecimento internacional

Marina Silva também comentou o reconhecimento recebido durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP30), onde foi ovacionada após um discurso. Para a ministra, a reação do público foi o reconhecimento de um trabalho e legado construído ao longo de décadas.

"Isso, para mim, foi o reconhecimento de um trabalho, de um legado que vem do Chico Mendes ao movimento ambientalista", afirmou.

Apesar do reconhecimento, Marina alertou sobre os impactos negativos dos conflitos internacionais na agenda socioambiental, citando a China como exemplo na transição energética.

"As guerras têm prejudicado os avanços que vinham sendo alcançados. A China passou a investir pesado em baterias, carros elétricos, energia eólica e células fotovoltaicas e se transformou na maior supridora de tecnologia para a transição energética do planeta", completou.