Paes confirma saída da Prefeitura do Rio em março para disputar governo do Estado
Prefeito do Rio, Eduardo Paes, deixará o cargo em 20 de março para concorrer ao governo estadual, abrindo espaço para Eduardo Cavaliere assumir a prefeitura.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou no último sábado, 31, que deixará o comando do Executivo municipal em 20 de março para disputar o governo do Estado. O anúncio foi feito durante uma visita a um bar na zona norte da cidade.
Paes já havia sinalizado publicamente a possibilidade de deixar a prefeitura em 17 de janeiro, durante visita ao município de Santo Antônio de Pádua, no interior do Estado.
Com a saída de Paes, o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assumirá o comando da prefeitura do Rio.
Apesar de ter negado anteriormente a intenção de deixar o mandato antes do término, Paes decidiu concorrer ao governo estadual.
Segundo a Coluna do Estadão, Paes e o governador do Estado, Cláudio Castro (PL), firmaram um acordo político que pode beneficiar ambos nas eleições de outubro. Sem um candidato competitivo da direita e diante do favoritismo de Paes, Castro poderá focar na disputa pelo Senado, enquanto Paes contará com o apoio da máquina estadual para ampliar sua presença no interior e na Baixada Fluminense, regiões estratégicas do Estado.
Mandato-tampão no Rio
Assim como Paes, Castro também precisará deixar o cargo até abril para disputar as eleições. A saída do governador, no entanto, resultará em uma situação inédita: a realização de eleições indiretas para um mandato-tampão, já que o Rio está sem vice-governador desde maio do ano passado, quando Thiago Pampolha assumiu vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Pela legislação estadual, na ausência do governador e do vice, quem assume é o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), que está afastado do cargo por decisão do STF após operação da Polícia Federal. Assim, caberá ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, assumir interinamente o governo apenas para conduzir a eleição indireta.
O nome defendido por Castro para o mandato-tampão é o de Nicola Miccione, secretário da Casa Civil do Estado, que recentemente se filiou ao PL. Ele é considerado o candidato ideal por aliados, por sua lealdade a Castro, ausência de intenção de concorrer contra Paes e possibilidade de usar a máquina estadual para impulsionar ambos os projetos políticos. O acordo conta com apoio de integrantes do Centrão, incluindo o deputado Doutor Luizinho, presidente do PP no Rio.