ABERTURA DO ANO LEGISLATIVO

Alcolumbre defende diálogo e repudia extremismo no Congresso

Presidente do Senado destaca papel do Parlamento em mediar conflitos e reforça compromisso com justiça social e autonomia do Legislativo em ano eleitoral.

Publicado em 02/02/2026 às 17:46
Davi Alcolumbre discursa na abertura do ano legislativo, destacando diálogo e combate ao extremismo. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Na solenidade de abertura do ano legislativo de 2026, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, defendeu o diálogo e o repúdio ao extremismo, especialmente em um ano de eleições gerais. Ele ressaltou que o Parlamento deve atuar para solucionar conflitos, não ampliá-los.

Ao pedir “bom senso e paz” entre grupos ideológicos, instituições e poderes da República, Alcolumbre destacou o Legislativo como espaço fundamental de mediação política. “O dissenso não pode se transformar em ódio, a discordância não pode jamais se transformar em violência. Não é fugir das tensões próprias da vida democrática, mas tratá-las com seriedade e sobretudo com maturidade”, afirmou.

Justiça social e tributária

O senador reafirmou o compromisso do Congresso em promover melhorias concretas na vida da população, citando conquistas como a regulamentação da reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.

Segundo Alcolumbre, essas ações demonstram a responsabilidade social do Parlamento. “Ao garantir esta isenção, o Congresso Nacional fez uma escolha clara: proteger quem vive do salário e cobrar um pouco mais de quem naturalmente pode mais. A justiça social também se constrói por meio do sistema tributário”, pontuou.

Defesa das prerrogativas

Alcolumbre também ressaltou a importância histórica de 2026, ano em que Câmara dos Deputados e Senado Federal celebram 200 anos de funcionamento, e defendeu a autonomia do Legislativo.

Ele frisou que buscar a paz não significa abrir mão da defesa das prerrogativas parlamentares, da autoridade do Congresso e do Estado de Direito. “Nosso desejo de paz não significa que tenhamos medo de luta. Nossa luta é e sempre será em defesa de todos os brasileiros. Desses valores e dessas batalhas nós jamais abriremos mão”, enfatizou.

União e respeito

Ao encerrar, o presidente do Congresso projetou um ano de trabalho voltado para a união do país e rejeitou a fragmentação social. Convocou os parlamentares a estarem à altura do bicentenário do Legislativo, com respeito recíproco. “Escolhemos o trabalho, escolhemos o respeito, escolhemos o diálogo. Escolhemos um Congresso Nacional firme na defesa de suas prerrogativas e consciente de que a política deve servir à união do povo brasileiro”, concluiu.