ABERTURA DO ANO LEGISLATIVO

Alcolumbre defende diálogo e diz que Congresso não ampliará conflitos

Presidente do Congresso Nacional reforça compromisso com distensão e mediação política em início dos trabalhos de 2026

Publicado em 02/02/2026 às 17:42
Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), destacou nesta segunda-feira, 2, que o dissenso é parte fundamental da democracia, mas não pode evoluir para o ódio ou a violência.

“O dissenso faz parte da democracia. A discordância faz parte da política. O debate faz parte da vida pública. Mas precisamos afirmar com responsabilidade: o dissenso não pode se transformar em ódio. A discordância não pode se transformar em violência. Este Congresso Nacional sabe exatamente o seu papel nesse processo. Quando o Brasil tensiona, é aqui que ele se recompõe”, declarou Alcolumbre durante a solenidade de abertura dos trabalhos legislativos de 2026.

O senador ressaltou ainda que o Congresso seguirá como espaço legítimo para a mediação política e reafirmou o compromisso de contribuir para a resolução de conflitos, e não para sua ampliação. Segundo Alcolumbre, a busca pelo diálogo com os demais Poderes deve servir como instrumento de união nacional, e não de fragmentação.

“Este é o compromisso que assumo como presidente do Congresso Nacional: não ampliar conflitos, mas ajudar a resolvê-los; não estimular extremismos, mas construir consensos possíveis; não fugir das tensões próprias da vida democrática, mas tratá-las com seriedade e com maturidade”, completou.

A cerimônia contou ainda com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

O Congresso Nacional retoma os trabalhos com um calendário reduzido em 2026, devido às eleições. Na avaliação de parlamentares, o semestre único dificulta a aprovação de grandes reformas e intensifica a disputa por projetos de interesse eleitoral, tanto do governo quanto do Centrão e da oposição.