Randolfe afirma que indicação de Messias ao STF só deve ser enviada após o Carnaval
Líder do governo no Congresso diz que envio da mensagem ao Senado depende de alinhamento entre Lula e Alcolumbre e não deve ocorrer antes do Carnaval.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta segunda-feira (2) que o envio da mensagem de indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) só deve ocorrer após o Carnaval.
Segundo Randolfe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda irão definir o melhor momento para encaminhar a indicação ao Senado. "Eles haverão de julgar o melhor momento para que a mensagem seja encaminhada. Certamente não é nada para antes do Carnaval", declarou o senador a jornalistas, após a sessão de abertura dos trabalhos do Congresso.
Lula anunciou a indicação de Messias em 20 de novembro, mas o Palácio do Planalto adiou o envio da documentação por receio de não ter votos suficientes para aprovação. O envio da mensagem é etapa fundamental para que a tramitação no Senado tenha início formal.
Sessão do Congresso e MP do Gás do Povo
Randolfe também informou que ainda não há data definida para a sessão do Congresso que analisará vetos presidenciais, mas defendeu que a votação ocorra em março. Parlamentares pressionam para votar os vetos ao projeto de dosimetria, que pode reduzir penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador reforçou que o governo atuará para manter os vetos do presidente Lula.
Sobre a Medida Provisória (MP) do Gás do Povo, Randolfe acredita que a votação deve ser concluída ainda nesta semana no Congresso. Caso a Câmara aprove a MP até amanhã (3), o Senado poderá finalizar a análise nos próximos dias.
Fim da escala 6x1
Randolfe reiterou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6x1 é prioridade "ampla e absoluta do governo" para 2026, e não descartou o envio de um texto próprio pelo Executivo. "O que está pacificado é a prioridade do governo no fim da escala 6x1. Seja o Congresso Nacional definindo a prioridade de alguns projetos, seja com a possibilidade de o governo encaminhar um projeto autônomo", afirmou.
CPMI do banco Master
O senador voltou a defender investigações sobre o banco Master, incluindo a criação de uma comissão parlamentar para apurar o caso. "O governo apoia qualquer tipo de investigação, ocorra onde ocorrer, esteja onde estiver, de que forma ela venha a acontecer, seja investigação por parte do Executivo, seja investigações que queiram fazer aqui no Congresso Nacional", disse Randolfe.