CPMI DO INSS

Senador se reúne com Toffoli para discutir decisões do STF que impactam CPI

Carlos Viana busca diálogo com ministro do Supremo sobre decisões que, segundo ele, dificultam investigações da comissão parlamentar

Publicado em 03/02/2026 às 12:37
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) Reprodução

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou que se reúne nesta terça-feira, 3, às 15h, com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Segundo o parlamentar, o encontro foi agendado para tratar do descontentamento de membros da comissão com decisões recentes do STF, consideradas pelo grupo como interferências que extrapolam o papel do Judiciário e comprometem o funcionamento do Legislativo.

“Os habeas corpus concedidos no ano passado nos prejudicaram muito. Uma interferência do Supremo. Alguns ministros entenderam claramente a Constituição e cumpriram a Constituição Federal (ao decidir que) a pessoa pode comparecer e fica em silêncio naquilo que pode prejudicá-la nas investigações. Isso é um direito da pessoa. Agora, dar um habeas corpus, como o (ministro Flávio) Dino deu, para uma pessoa não ser obrigada a ir, qual é o sentido disso?”, questionou Viana em entrevista ao portal Metrópoles.

Durante a reunião com Toffoli, o senador pretende defender a manutenção da convocação do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para depor à comissão nesta quinta-feira, 5. Viana também deve pedir a devolução das provas obtidas por meio da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro, que estão sob a guarda da presidência do Senado por determinação do ministro, para que o material volte a subsidiar as investigações da CPI.

Em requerimento encaminhado em 29 de janeiro, Viana solicitou que Toffoli determine a obrigatoriedade do comparecimento do empresário, assegurando garantias constitucionais como o direito ao silêncio, acompanhamento por advogado e tratamento digno. Vorcaro cumpre prisão domiciliar e, por isso, sua ida a Brasília depende de autorização judicial.