Renan Calheiros cobra apuração rigorosa sobre Banco Master
Senador afirma que comissão deve “vasculhar o pântano” e questiona demora na liquidação da instituição
O senador Renan Calheiros voltou a se manifestar nas redes sociais sobre o caso envolvendo o Banco Master, classificando o episódio como “a maior fraude bancária do Brasil” e cobrando investigação profunda por parte do Congresso Nacional.
Na publicação, o parlamentar afirma que, além de legislar, debater e sabatinar autoridades, é dever da comissão responsável pelo acompanhamento do sistema financeiro “vasculhar este pântano do Banco Master e todas as suas ramificações, doa a quem doer”.
Renan sustenta que o colapso da instituição começou quando o banco passou a enfrentar dificuldades para captar recursos destinados ao pagamento dos juros de CDBs emitidos no mercado. Segundo ele, diante da crise de liquidez, o Master teria iniciado, a partir de novembro de 2024, a venda de ativos considerados problemáticos na tentativa de reverter o quadro de insolvência.
Entre os pontos destacados pelo senador está a negociação de um título avaliado em R$ 6,7 bilhões, classificado por ele como “podre” e fictício, que teria sido repassado ao Banco de Brasília (BRB), instituição financeira pública do Distrito Federal.
De acordo com Renan, à época da operação o banco envolvido dispunha de apenas R$ 4 milhões em caixa.
O senador também mencionou reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, segundo a qual, no dia da liquidação do Banco Master, a instituição possuía apenas 0,9% do capital mínimo exigido pelas normas regulatórias. Para ele, o dado reforça a gravidade da situação e levanta questionamentos sobre a atuação dos órgãos de fiscalização.
“Daí a pergunta: por que demorou tanto essa liquidação?”, indagou o parlamentar, sugerindo possível falha ou atraso na intervenção que poderia ter evitado maiores prejuízos.
O caso do Banco Master tem mobilizado o Senado, especialmente a comissão responsável por assuntos econômicos e financeiros, que analisa a extensão das irregularidades e os impactos sobre investidores, sistema bancário e fundos garantidores.
A declaração de Renan Calheiros reforça o clima de pressão política em torno do episódio, que segue sob investigação e pode resultar em novas convocações de autoridades e dirigentes para prestar esclarecimentos ao Congresso.