Leila alerta para crise ética e defende regras de conduta para STF
Senadora destaca importância de código de ética para o Supremo e critica riscos de relações entre poder público e interesses privados.
Durante pronunciamento na terça-feira (4), a senadora Leila Barros (PDT-DF) alertou para o que classificou como uma crise moral e ética enfrentada pelo país. Segundo ela, essa crise ultrapassa os limites da economia e da política e impacta diretamente a confiança da sociedade nas instituições.
Nesse contexto, Leila elogiou a iniciativa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de propor a criação de um código de ética para os integrantes da Corte.
Na avaliação da senadora, a adoção de regras claras de conduta fortalece a legitimidade do STF e sua autoridade moral, além de contribuir para prevenir conflitos de interesse e práticas que, embora possam ser legais do ponto de vista formal, não atendem às expectativas éticas da sociedade.
— O exemplo precisa vir de cima. As instituições mais altas da República devem ser também as mais rigorosas consigo mesmas. Um código de ética não fragiliza o Supremo, ao contrário, fortalece sua legitimidade, sua autoridade moral e sua capacidade de inspirar todo o Poder Judiciário e a sociedade como um todo, afirmou.
A senadora também abordou as investigações envolvendo o Banco Master, liquidado por determinação do Banco Central, e o Banco de Brasília (BRB). Leila ressaltou que a situação evidencia os riscos da relação inadequada entre poder público e interesses privados. Para ela, episódios desse tipo reforçam a urgência de padrões éticos mais rigorosos e de maior responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
— As informações que vêm a público indicam que o BRB foi exposto de forma temerária a operações envolvendo uma instituição que hoje está sob investigação e em processo de liquidação e, o mais grave, há sinais claros de que decisões políticas se sobrepuseram a alertas técnicos, a princípios de governança e ao dever básico de proteção do interesse público dos cidadãos e cidadãs do Distrito Federal, completou.