Motta pede leis mais rígidas no combate ao feminicídio
Presidente da Câmara destaca pacto nacional e defende união dos Poderes para frear assassinatos de mulheres no Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu o endurecimento das leis para combater o feminicídio e a violência contra as mulheres no Brasil. A declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto, que reuniu representantes dos três Poderes para a assinatura de um pacto nacional voltado à redução desses crimes.
A iniciativa prevê uma atuação coordenada e permanente entre Legislativo, Executivo e Judiciário, com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres. Também será lançada uma campanha nacional, orientada pelo conceito Todos Juntos por Todas, que convoca a sociedade a assumir papel ativo no enfrentamento à violência.
Em seu discurso, Hugo Motta destacou que o combate ao feminicídio exige respostas mais firmes do Estado. Segundo ele, a agenda passa “pelo endurecimento das nossas leis" e pela atuação conjunta da União, estados e municípios, com participação das forças de segurança e punição imediata dos agressores.
O presidente da Câmara chamou atenção para dados alarmantes da violência no país e lembrou que o Brasil encerrou 2025 com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia. “É inconcebível que permitamos que esses números continuem acontecendo”, afirmou.
Motta ressaltou a importância do pacto assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado dos presidentes dos demais Poderes. Para ele, a iniciativa demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade institucional e não pode ser adiado.
O parlamentar afirmou que o Congresso Nacional está preparado para agir. “Dentro do Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, estaremos prontos para agir, juntamente com o Poder Judiciário, nas respostas que não podem mais esperar”, declarou.
Ele também citou experiências estaduais, como a da Paraíba, que implantou a primeira Sala Lilás do país e desenvolveu programas de conscientização em escolas públicas para prevenir a violência contra a mulher.
“Conte com nossa prioridade nessa agenda e, certamente, nas respostas duras, mas necessárias, que precisam ser dadas para mudarmos essa realidade”, concluiu.