FISCALIZAÇÃO NO SENADO

Banco Master: CAE apresenta grupo que vai acompanhar investigações

Comissão de Assuntos Econômicos detalha plano de trabalho e nomes dos senadores que fiscalizarão caso considerado a maior fraude bancária do país.

Publicado em 04/02/2026 às 14:02
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan Calheiros, apresentou os integrantes do grupo e o plano de trabalho Andressa Anholete/Agência Senado Fonte: Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) apresentou nesta quarta-feira (4) os integrantes e o plano de trabalho do grupo de senadores que irá acompanhar as investigações sobre o Banco Master. A apresentação foi conduzida pelo presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

O plano de trabalho prevê a realização de audiências públicas, diligências, visitas a órgãos de controle e a possibilidade de adoção de medidas como a quebra de sigilos.

Renan Calheiros destacou que o objetivo é garantir o papel fiscalizador do Senado e avaliar eventuais mudanças regulatórias e legislativas. “O pântano extenso do Banco Master é a maior fraude bancária da história brasileira. Diante da gravidade dos danos, [o caso] deve ser enfrentado de frente, doa a quem doer”, afirmou, ressaltando que a CAE não atuará por retaliação e que não haverá omissão diante de responsabilidades, inclusive de parlamentares, caso haja culpa.

Ações

O plano inclui articulações com o Banco Central e o Tribunal de Contas da União (TCU), além de agenda institucional com o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal.

O presidente da CAE informou que os senadores do grupo já têm reunião marcada no Banco Central para esta quarta-feira, às 16h30. Também houve uma conversa prévia com integrantes do TCU.

Renan anunciou ainda a intenção de convidar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para audiências formais após encontros introdutórios.

No encerramento dos trabalhos, será apresentado um relatório final, com possibilidade de relatórios preliminares caso surjam novos fatos.

O senador ressaltou que a Lei do Sigilo Bancário permite à comissão propor ao Plenário do Senado a quebra de sigilos, caso necessário.

Durante a reunião, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) enfatizou a relevância do caso e defendeu o aprofundamento das apurações. “É um fato de relevância histórica, com ramificações profundas nos Poderes, que exige coragem para avançar na análise e na investigação”, disse, destacando que as fraudes atribuídas ao Banco Master apresentam características de crime organizado, o que demanda resposta institucional do Senado.

Os integrantes

O grupo de trabalho será composto por 12 senadores titulares (em ordem alfabética):

  • Alessandro Vieira (MDB-SE);
  • Damares Alves (Republicanos-DF);
  • Eduardo Braga (MDB-AM);
  • Esperidião Amin (PP-SC);
  • Fernando Farias (MDB-AL);
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
  • Humberto Costa (PT-PE);
  • Izalci Lucas (PL-DF);
  • Leila Barros (PDT-DF);
  • Omar Aziz (PSD-AM);
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP);
  • Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Foram designados ainda quatro suplentes (em ordem alfabética):

  • Eliziane Gama (PSD-MA);
  • Fernando Dueire (MDB-PE);
  • Jorge Kajuru (PSB-GO);
  • Nelsinho Trad (PSD-MS).