Ministro do STJ Marco Buzzi é acusado de assédio sexual contra jovem de 18 anos
Família registrou boletim de ocorrência e caso está sob sigilo; ministro nega as acusações
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, recebeu na terça-feira, 3, um relato de que o ministro Marco Aurélio Buzzi teria praticado assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. A informação foi publicada pela revista Veja e confirmada pelo Estadão. O caso chegou ao conhecimento de Benjamin por meio de um grupo de ministras do tribunal.
O suposto crime teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu em sua casa de praia, em Balneário Camboriú (SC), uma família de amigos. A filha do casal, que tratava o ministro como tio, relatou que ele tentou agarrá-la à força. Acompanhada dos pais, a jovem registrou um boletim de ocorrência na polícia.
Procurado pela reportagem, Buzzi se manifestou por meio da assessoria de imprensa do STJ: "O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio", diz a nota oficial.
Na manhã desta quarta-feira, 4, a família prestou depoimento ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mauro Campbell, que também integra o STJ. Em nota, o CNJ informou que o caso tramita em sigilo para "preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização".
Caso seja instaurado procedimento e Buzzi venha a ser condenado, o ministro pode sofrer sanções administrativas, que vão de advertência à aposentadoria compulsória. A família também foi orientada a procurar o Supremo Tribunal Federal (STF), instância responsável pelo julgamento criminal de ministros de tribunais superiores.
A mãe da vítima, advogada, procurou outros ministros do STJ para relatar o caso. Um integrante do tribunal afirmou que não há disposição entre os colegas para proteger o ministro acusado.