REGULAÇÃO

Fim da publicidade de apostas avança na Comissão de Ciência e Tecnologia

Projeto aprovado na CCT proíbe propaganda de apostas esportivas e jogos online em todo o Brasil.

Publicado em 04/02/2026 às 17:51
Comissão aprovou relatório com texto alternativo de Damares; texto vai à CCJ, onde ainda pode sofrer alterações Geraldo Magela/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O projeto que veda a publicidade de apostas esportivas e jogos on-line foi aprovado nesta quarta-feira (4) na primeira reunião do ano da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT). O colegiado aprovou o texto que altera a Lei das Apostas Esportivas, proibindo em todo o território nacional ações de comunicação e publicidade de apostas de quota fixa, além de vedar a promoção de apostas relacionadas a resultados de eleições.

A versão aprovada foi apresentada pela relatora, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que substituiu o PL 3.563/2024 original, do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). O projeto tramita em conjunto com o PL 3.586/2024, do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), também voltado a proibir apostas eleitorais. Em seu relatório, Damares apresentou um texto alternativo para "abarcar os pontos positivos" de cada proposição. Ela mencionou o trabalho da CPI das Bets e relacionou o vício em apostas ao agravamento de transtornos mentais entre brasileiros.

“Ao impor limites claros à atuação comercial das casas de apostas e impedir a exploração do ambiente eleitoral por esse tipo de atividade, a proposição oferece resposta legislativa proporcional à gravidade do problema diagnosticado pelo Senado Federal”, afirmou a senadora.

O senador Efraim Filho (União-PB) destacou as demandas dos clubes esportivos quanto à possibilidade de exceções para patrocínio de modalidades olímpicas. Damares declarou esperar que, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o PL 3.563/2024 tramite em conjunto com outros projetos semelhantes.

— Me parece que vão fazer um substitutivo de todos, inclusive do meu, que vai ser apensado lá, e aí vai atender a demanda dos clubes. Mas aqui a gente aprovaria como está.