ELEIÇÕES 2026

José Dirceu apoia Haddad para governo de SP e defende Alckmin como vice de Lula

Durante evento do PT, ex-ministro reforça candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes e destaca importância da aliança com Alckmin para estratégia eleitoral em São Paulo.

Publicado em 06/02/2026 às 13:00
José Dirceu apoia Haddad para governo de SP e defende Alckmin como vice de Lula Reprodução

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) manifestou apoio à candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao governo de São Paulo nas próximas eleições, posicionando-se ao lado de outros integrantes do partido que defendem a disputa contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Dirceu também mencionou a possibilidade de Haddad concorrer ao Senado, caso o cenário político paulista assim exija.

Durante o evento que celebrou o 46.º aniversário do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador (BA), Dirceu também indicou apoio à permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Dirceu, manter Alckmin como vice é fundamental para a estratégia eleitoral do PT em São Paulo. Ele afirmou defender "há muito tempo" a candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes e classificou a união entre Lula e Alckmin como um "pacto político" firmado com a sociedade. "Foi uma espécie de contrato que nós assinamos com o eleitorado, de que essa aliança criaria as condições para vencermos a eleição", destacou.

Pressão sobre Haddad

O presidente Lula tem reiterado o desejo de ver Haddad como candidato do PT ao governo paulista em 2026. Apesar de Haddad demonstrar resistência à ideia, preferindo atuar na coordenação da campanha pela reeleição de Lula, nos últimos dias ele passou a indicar que pode reconsiderar diante da pressão interna.

A movimentação não parte apenas do presidente. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que Haddad precisa "vestir a camisa" e entrar na disputa. "Precisamos que Haddad seja candidato. Temos de escalar os melhores quadros e precisamos que todos entrem em campo", declarou a jornalistas na semana passada.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), também reforçou a cobrança, dizendo que Haddad não pode se esquivar da missão. "O quadro não fecha sem ele. E ele precisa ter essa consciência, e acho que tem", afirmou.

Tebet, também cotada para o governo paulista, disse já ter se colocado à disposição de Lula para disputar uma vaga ao Senado, seja por São Paulo ou por Mato Grosso do Sul, estado que já representou.

Na última terça-feira (3), Haddad afirmou que tem discutido o cenário eleitoral com Lula. "Vamos ver quem convence quem", disse em entrevista à rádio BandNews FM, reiterando sua preferência por atuar na campanha presidencial.