Alckmin elogia suspensão dos penduricalhos determinada por Flávio Dino
Vice-presidente destaca importância da medida do STF para o teto do funcionalismo público
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, elogiou nesta quinta-feira (6) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu o pagamento dos chamados “penduricalhos” — benefícios concedidos a servidores públicos que extrapolam o teto constitucional de R$ 46,3 mil. A medida vale para os Três Poderes.
Durante palestra no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), na capital paulista, Alckmin afirmou ter ficado "feliz" ao ver a notícia nos jornais, classificando a decisão como "importante para o país".
“O ministro Flávio Dino falou: ‘Vamos acabar com esses penduricalhos de super salário’. Isso é pago com o dinheiro do trabalhador, da dona Maria que mora na favela, do trabalhador do salário mínimo. É ele que paga através dos impostos indiretos. O Brasil é o campeão dos impostos indiretos do mundo. Então, vamos prestigiar essas boas medidas que são importantes para o nosso país”, afirmou Alckmin após sua palestra sobre saúde mental no sindicato.
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Ao final da palestra, Alckmin também destacou a importância da democracia e das instituições brasileiras. Segundo ele, a principal diferença entre as pessoas não está na posição política, mas no respeito à democracia.
“O que diferencia mesmo é quem tem apreço pela democracia e quem não tem apreço pela democracia. Essa é a grande diferença”, declarou.
“As pessoas passam, as instituições ficam. Se a gente for verificar no mundo, os países que avançaram mais, melhoraram a vida das pessoas e se desenvolveram mais, o que fez a diferença foram as boas instituições, a sociedade civil organizada. Não foi o governo”, completou.