CENÁRIO ELEITORAL

Kassab afirma que candidatura de Tarcísio à Presidência em 2026 está descartada

Presidente do PSD reforça busca por nome próprio ao Planalto e descarta governador de SP na disputa

Publicado em 08/02/2026 às 14:27
Gilberto Kassab Reprodução / Agência Brasil

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disputar a Presidência da República em 2026 já está superada. "Um governador de São Paulo bem avaliado sempre é um presidenciável. Essa página está virada, ele tem dito que não será. Vamos agora participar dessas eleições. 2030 está muito longe, teremos novos governadores, novos prefeitos daqui a dois anos", declarou Kassab em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que vai ao ar neste domingo (8).

Apesar de ter defendido anteriormente a candidatura de Tarcísio ao Planalto, o próprio governador tem reiterado que pretende buscar a reeleição em São Paulo. Kassab, que ocupa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais no Estado, é apontado como possível vice na chapa de Tarcísio.

Kassab destacou ainda o interesse do PSD em lançar um candidato próprio à Presidência, com decisão prevista até 15 de abril. Atualmente, o partido conta com três pré-candidatos: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, recém-filiado após deixar o União Brasil; Ratinho Júnior, do Paraná; e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Na entrevista, Kassab classificou a chegada de Caiado ao PSD como um movimento "mais ou menos coordenado, fruto da concordância dele da nossa decisão de caminhar com o Tarcísio".

O dirigente do PSD também avaliou que há espaço para uma candidatura de centro em 2026. "O espaço é maior, as pessoas e as pesquisas indicam isso, que querem essa candidatura moderada. O PSD está procurando juntar quase todos em um mesmo partido para que eles tenham maior chance de chegar no segundo turno", afirmou.

Kassab explicou ainda que uma candidatura de centro facilita o diálogo tanto com a direita quanto com a esquerda em eventuais disputas de segundo turno: "Uma candidatura de centro, quando chega no segundo turno contra a esquerda, é muito fácil o diálogo com a direita. Uma candidatura de centro, quando chega no segundo turno contra a direita, é muito fácil o diálogo com a esquerda", avaliou.