ELEIÇÕES 2026

Cassado e sem partido, Wilson Witzel anuncia intenção de disputar novamente o governo do Rio

Ex-governador, afastado por impeachment em 2021, afirma que voltará à política mais experiente e busca filiação a partido de centro-direita.

Publicado em 09/02/2026 às 21:25
Wilson Witzel Reprodução / Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (sem partido), anunciou que pretende concorrer novamente ao governo do Estado nas eleições de 2026. Vencedor do pleito de 2018 com apoio do então presidente Jair Bolsonaro, Witzel ocupou o cargo até 2021, quando foi cassado sob acusações de corrupção na área da Saúde durante a pandemia de covid-19.

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira, 9, Witzel afirmou ter sido vítima de um "linchamento público". "Eu fui afastado antes de qualquer condenação definitiva, sem nenhum direito de defesa", declarou. O impeachment foi confirmado por dez votos a zero, resultando na perda do mandato em abril de 2021. Na época, Cláudio Castro exercia o governo interinamente e, com a cassação, foi efetivado no cargo, posição que ocupa até hoje.

Witzel declarou que deseja retornar à vida pública "mais experiente e cauteloso". "Volto com uma compreensão mais profunda do funcionamento real do poder e das entranhas do sistema do Rio de Janeiro", afirmou. Ele reconheceu que, ao assumir o governo, pretendia "mudar tudo rapidamente", mas agora entende que "mudanças duradouras exigem diálogo institucional, planejamento e blindagem técnica das decisões".

O ex-governador revelou que deve anunciar sua filiação a um partido de centro-direita até o dia 4 de abril. Em 2018, foi eleito pelo extinto Partido Social Cristão (PSC), legenda que também elegeu Jair Bolsonaro e que foi incorporada ao Podemos em 2023.

Protagonista de uma eleição considerada surpreendente, Witzel venceu com quase 60% dos votos válidos, derrotando o então prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que deve novamente disputar o governo estadual. Witzel avaliou o cenário eleitoral como indefinido, mas apontou Paes como provável candidato da esquerda, devido à sua aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Pelo lado da direita, ainda não há definição de quem será o candidato. Eu garanto que serei candidato por um partido de centro-direita", reforçou.