CPI do Crime Organizado adia depoimentos de governadores para depois do carnaval
Oitiva de Raquel Lyra e Cláudio Castro foi cancelada devido ao regime semipresencial no Senado; sessões só retornam após o carnaval.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado cancelou as oitivas que estavam previstas com os governadores de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), marcadas para esta terça-feira, 10, e quarta-feira, 11, respectivamente. O adiamento ocorreu em razão do regime semipresencial adotado pelo Senado nesta semana.
As sessões da CPI do Crime Organizado, assim como as da CPI do INSS, só serão retomadas daqui a duas semanas, após o feriado de carnaval.
Raquel Lyra compareceria acompanhada de sua equipe de segurança para apresentar uma visão geral sobre o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. “A contribuição dessas autoridades e técnicos é vital para a elaboração do relatório final desta Comissão”, afirmou o relator Alessandro Vieira (MDB-SE).
Procurada, a equipe da governadora não respondeu à reportagem sobre o adiamento do depoimento.
Com isso, a CPI do Crime Organizado inicia 2026 com quatro sessões consecutivas canceladas. Na semana passada, Cláudio Castro e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também desmarcaram suas participações.
Castro justificou a ausência por conta de compromissos internacionais. Já Ibaneis optou por indicar o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, para representá-lo, mas Avelar também não compareceu. No fim, quem esteve presente foi Alexandre Patury, número dois da pasta.
Diante das ausências, o presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), anunciou que irá convocar Ibaneis Rocha para depor diretamente à comissão.
A convocação obriga a presença do depoente na CPI, sob pena de crime de responsabilidade, o que pode resultar na abertura de um pedido de impeachment.