ELEIÇÕES 2026

'Tem dois ansiosos na vida: políticos e jornalistas', diz Alckmin sobre eleições em SP

Vice-presidente evita confirmar candidatura ao governo paulista e ressalta importância das lideranças locais nas definições eleitorais

Publicado em 10/02/2026 às 16:33
'Tem dois ansiosos na vida: políticos e jornalistas', diz Alckmin sobre eleições em SP Reprodução / Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) voltou a evitar, na noite desta segunda-feira, 9, qualquer definição sobre uma eventual candidatura ao governo de São Paulo. Em conversa com jornalistas após participar de um evento em Belo Horizonte (MG), Alckmin afirmou que ainda é cedo para tratar das disputas estaduais e destacou a ansiedade excessiva em torno do tema eleitoral.

"Tem dois ansiosos na vida: políticos e jornalistas", declarou ao portal O Tempo durante o evento Conexão Empresarial.

Questionado novamente sobre o cenário paulista, o vice-presidente reforçou que as definições sobre candidaturas aos governos estaduais não partirão de Brasília e devem considerar as lideranças locais. Ele citou nomes do campo governista que podem entrar na disputa em São Paulo, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), Márcio França (PSB), Simone Tebet (MDB) e Alexandre Padilha (PT).

"Em relação aos governos estaduais, vamos ter candidatos no Brasil inteiro. De que partido? Isso será definido mais à frente. E não é uma decisão de Brasília, é uma decisão ouvindo as lideranças dos Estados. São Paulo, nós teremos um forte e ótimo candidato. Temos inúmeros nomes. Você tem o Fernando Haddad, que já foi prefeito da capital. Tem o Márcio França, que foi meu vice e governador, ministro. Tem a Simone Tebet, ministra do Planejamento; tem Alexandre Padilha, ministro da Saúde. Tem inúmeros nomes e outros que não estou citando e, no momento adequado, isso será definido", afirmou.

Há meses, o nome de Alckmin é cotado como possível candidato ao governo de São Paulo. O vice-presidente, no entanto, nunca manifestou esse desejo publicamente. As articulações partem, principalmente, de petistas, que buscam abrir espaço na chapa para um partido de centro, como o MDB.

Nesta terça-feira, 10, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou em entrevista à GloboNews que caberá a Alckmin decidir entre tentar a reeleição ao cargo ou disputar novamente o governo paulista.

Para Alckmin, a economia segue como fator central nas disputas nacionais. "Eleição municipal é muito o território, asfaltado, liso, UBS, creche. Eleição estadual: segurança, autoestradas, infraestrutura. Eleição nacional: economia, inflação. Isso é um fator fundamental. Trabalhador tem reajuste uma vez por ano. Se tenho uma inflação alta, poder de compra derrete todo dia", comentou.

Minas como fiel da balança eleitoral

Ao comentar o cenário em Minas Gerais, Alckmin destacou que o Estado também conta com nomes competitivos, como o senador Rodrigo Pacheco (PSD), ex-presidente do Congresso Nacional, que tem resistido a assumir uma candidatura, além do ex-ministro Walfrido Mares Guia e de lideranças da Assembleia Legislativa mineira. Durante o encontro com empresários, no entanto, evitou se alongar sobre o papel de Pacheco na disputa estadual.

O vice-presidente ressaltou ainda a relevância de Minas Gerais para as eleições presidenciais. "Tem a história. Quem ganha em Minas ganha a eleição nacional. Minas é uma síntese da unidade nacional. Estado fascinante", afirmou.