CÂMARA DOS DEPUTADOS

Motta afirma que analisará todos os pedidos de CPI

Presidente da Câmara destaca cumprimento do regimento e evita se comprometer sobre CPI do caso Master

Publicado em 11/02/2026 às 08:03
Motta: autonomia trouxe segurança, previsibilidade e confiança nas instituições Acervo Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reiterou nesta terça-feira, 10, que seguirá a ordem de análise dos pedidos de comissões parlamentares de inquérito (CPIs), conforme determina o regimento da Casa. Motta, no entanto, foi cauteloso ao comentar a possibilidade de instalação de uma CPI para investigar o caso Master.

"Regimentalmente, temos que seguir a ordem de apreciação, e só cinco CPIs podem funcionar ao mesmo tempo na Câmara dos Deputados. Vamos fazer a análise, tenho dito isso, nem tenho afirmado nem descartado, só tenho dito que eu tenho de cumprir o regimento. Vamos analisar esses pedidos todos que estão postos", afirmou durante participação virtual na conferência do banco BTG Pactual, realizada em São Paulo.

O deputado explicou que a análise das solicitações ocorrerá após a conclusão da instalação das comissões temáticas da Câmara. "No ano passado nós decidimos não instalar nenhuma dessas comissões parlamentares, mas agora, no momento certo, após a instalação das comissões permanentes, a criação das comissões especiais, nós vamos fazer a análise sobre a instalação ou não dessas comissões parlamentares de inquérito", declarou.

De acordo com o Placar da CPI do Banco Master — levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo para identificar o posicionamento dos parlamentares —, até a noite de ontem, dos 513 deputados, 319 (62%) se declararam favoráveis à abertura de uma CPI, enquanto apenas um se posicionou contra. Nove preferiram não responder e os demais não se manifestaram.

Emendas

Motta também defendeu o pagamento de emendas parlamentares e ressaltou que os repasses seguem as regras vigentes.

"Estamos cumprindo 100% daquilo que ficou acordado entre o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, no que diz respeito à transparência e rastreabilidade. As emendas impositivas e de bancada são extremamente transparentes. Das emendas de comissão agora se sabe o autor, o destinatário final, as comissões têm que aprovar, tudo isso estabelecido por lei, e essa lei está sendo cumprida conforme nós estabelecemos nesse acordo", afirmou.

Ele reforçou, entretanto, que eventuais desvios devem ser punidos. "Quem faz isso tem que ser punido, tem que pagar, mas criminalizar o acesso do parlamentar ao Orçamento por uma questão ou outra pontual de problema na execução não é justo", concluiu.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.