CGU E COMBATE À CORRUPÇÃO

Ministro da CGU afirma que casos Master e INSS tiveram início em gestões que não investigavam corrupção

Vinicius de Carvalho destaca que fraudes começaram em governos anteriores e defende atuação rigorosa dos órgãos de controle na atual gestão.

Publicado em 12/02/2026 às 08:57
Vinicius de Carvalho Mário Agra/Câmara dos Deputados

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, afirmou nesta quinta-feira (20) que as fraudes envolvendo o banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tiveram início em governos que não detectavam casos de corrupção. A declaração foi dada durante participação no programa "Bom Dia, Ministro", da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Durante a entrevista, Carvalho comparou o combate à corrupção à disponibilidade de um aparelho de ressonância magnética em uma cidade. Segundo ele, municípios que possuem o equipamento conseguem identificar e tratar o câncer, enquanto aqueles que não têm, não investigam e alegam não haver doentes.

“O governo do presidente Lula é o governo em que tem ressonância magnética. É o governo em que as pessoas podem ter certeza de que a CGU faz o seu trabalho, a Polícia Federal faz o seu trabalho, a Receita Federal faz o seu trabalho, e todos os órgãos responsáveis por controle, fiscalização e investigação atuam de forma efetiva”, afirmou o ministro.

Carvalho também ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não politiza o tema da corrupção. Segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) citava muito o tema, mas não tomava medidas concretas.

“É melhor um presidente que não politiza o tema da corrupção, como o presidente Lula, e deixa as instituições trabalharem, do que um presidente que fala de corrupção todo dia, como a gente tinha no Brasil, e não fazia nada, não enfrentava o tema de verdade”, completou.

O ministro ainda mencionou uma pesquisa da OCDE que aponta aumento da confiança dos brasileiros no setor público e no combate à corrupção. Por outro lado, criticou índices baseados apenas na percepção de corrupção, que teriam apresentado crescimento em outros levantamentos.

“Se um índice detecta uma percepção pior da população sobre corrupção, pode ser porque esses casos estão sendo descobertos. Esse índice precisa ser debatido, pois pode acabar premiando quem não investiga. Qual é o sentido disso, qual a utilidade?”, questionou Carvalho.