COMBATE À CORRUPÇÃO

Heloísa Helena chama caso Banco Master de “podridão” e convoca pressão por CPMI; em Maceió, crise recai sobre o IPREV; veja vídeo

Por Redação Publicado em 12/02/2026 às 19:46
A deputada federal Heloísa Helena

A deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) publicou nas redes sociais um depoimento duro e carregado de indignação sobre o caso Banco Master, que ganhou dimensão nacional ao atingir fundos e institutos ligados a servidores públicos e gerar suspeitas de irregularidades em aplicações feitas por entes públicos em diferentes estados.

No vídeo, a parlamentar afirma que o escândalo “não para de exalar” e acusa a existência de uma rede de proteção política suprapartidária — envolvendo, segundo ela, setores da esquerda, direita e centrão — para evitar uma investigação ampla sob holofotes. A deputada pede que a apuração ocorra por meio de CPMI, “sob a luz e o comando da população assistindo”, sem “esconderijos” e sem “sigilos”, e cita que segue atuando ao lado da deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) na mobilização por assinaturas.


Pressão por CPMI e disputa política no Congresso


O caso escalou em Brasília com a corrida por assinaturas e a apresentação de pedidos de investigação no Congresso. Reportagem da CNN Brasil informou que parlamentares reuniram apoios e protocolaram pedido de CPMI, superando o mínimo necessário em cada Casa, com o argumento de investigar irregularidades relacionadas ao banco e eventuais repercussões políticas.

Levantamento do Congresso em Foco também detalhou o mapa de assinaturas e a disputa entre requerimentos, apontando resistências e alinhamentos partidários em torno das iniciativas de CPI/CPMI sobre o tema.


“Mala com dinheiro” vira símbolo e abastece discurso


No depoimento, Heloísa Helena menciona um episódio que viralizou e passou a ser usado como símbolo do grau de gravidade do caso: a apreensão de R$ 429 mil em uma mala arremessada pela janela durante operação ligada às investigações envolvendo aportes previdenciários relacionados ao Master, segundo noticiou a revista Veja.

A parlamentar usa o episódio como metáfora da “podridão” e defende que a CPMI é o caminho para “desvendar” quem se beneficiou e quem “conduziu” o que chama de esgoto institucional.


Maceió no centro: aplicações do IPREV e reação oficial


Em Alagoas, a crise tem um endereço sensível: o Maceió Previdência (IPREV). Reportagem de Veja já havia apontado que o instituto aprovou aplicação de R$ 117,9 milhões no Banco Master — operação descrita como de risco elevado e sem cobertura do FGC, ampliando o temor de prejuízos ao caixa previdenciário.

Mais recentemente, reportagem do Metrópoles relatou denúncia envolvendo a aprovação de investimentos, citando, por exemplo, decisão de aporte de R$ 80 milhões em letras financeiras com quórum questionado em ata anexada a representação.

Após a liquidação extrajudicial anunciada pelo Banco Central (novembro de 2025), a Prefeitura divulgou nota afirmando que os pagamentos a aposentados e pensionistas estavam garantidos naquele momento, buscando conter pânico e corrida por informações.


Acusações graves: o que é fala política e o que é investigação


No vídeo, Heloísa Helena vai além da crítica institucional e faz acusações extremamente graves — como a existência de “tentáculos” usados por forças políticas diversas, além de menções a crimes como lavagem de dinheiro e ligações com narcotráfico.

Esses pontos, porém, aparecem no discurso como alegações políticas e devem ser tratados com cautela até que haja comprovação formal por órgãos de investigação, CPIs/CPMIs, Ministério Público e decisões judiciais.


“A festa passa”


Em tom de alerta social, a deputada encerra pedindo mobilização popular: que eleitores e entidades pressionem parlamentares em seus estados para aderirem ao pedido de CPMI. Ela sustenta que, sem investigação pública e transparente, “a conta” tende a recair sobre os mais pobres — sobretudo quando o dinheiro em risco está ligado à previdência de servidores.