Expansionismo militar e o mito da retomada dos EUA
Política externa agressiva dos Estados Unidos reacende debates sobre estratégias expansionistas e impacto global.
Em meio ao discurso de "retomada da liderança global" sustentado por uma narrativa histórica, os Estados Unidos voltam a adotar uma política externa mais agressiva, reacendendo debates sobre expansionismo estratégico.
Na América do Sul, Washington lançou uma operação militar contra a Venezuela que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. No Atlântico Norte, a Casa Branca retomou publicamente o interesse em controlar a Groenlândia, território autônomo vinculado à Dinamarca. Mais recentemente, o governo norte-americano voltou a manifestar, ainda que de modo retórico, o desejo de anexar o Canadá.
Essas ações levantam questões: os EUA buscam reconstruir sua liderança global ou ampliar sua influência por meio da força e da intimidação? Até que ponto aliados e vizinhos aceitarão essa nova postura? Qual o custo diplomático dessa estratégia para a posição internacional de Washington?
Para analisar esse cenário, Melina Saad e Marcelo Castilho conversam com Guilherme Frizzera, mestre em ciências em integração da América Latina pela Universidade de São Paulo (USP), doutor em relações internacionais pela Universidade de Brasília (UnB), e professor e coordenador do curso de relações internacionais do Centro Universitário Internacional Uninter; e Roberto Moll Neto, professor de história da América da Universidade Federal Fluminense (UFF). O debate está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
Por Sputnik Brasil