Projeto prevê isenção de taxa em concursos públicos para desempregados e pessoas de baixa renda
Proposta em análise na Câmara dos Deputados busca garantir igualdade de acesso ao serviço público, beneficiando candidatos com renda de até dois salários mínimos ou em situação de desemprego.
O Projeto de Lei 6782/25 propõe isentar do pagamento da taxa de inscrição em concursos públicos candidatos desempregados ou com renda mensal de até dois salários mínimos. A iniciativa, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, abrange seleções promovidas por órgãos federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal.
Para ter direito à isenção, o candidato deve estar desempregado na data de publicação do edital do concurso. No caso do critério de renda, o limite de dois salários mínimos considera tanto o rendimento individual quanto a média por pessoa na família.
O autor da proposta, deputado Duda Ramos (MDB-RR), defende que o acesso ao serviço público deve ser baseado no mérito, e não na condição financeira dos candidatos. “Cargo ou emprego público não deve ser privilégio de quem pode pagar, mas possibilidade de quem tem mérito e disposição”, afirma o parlamentar.
Regras para o pedido
Segundo o texto, a solicitação da isenção deve ser feita no momento da inscrição, mediante apresentação dos documentos exigidos. Caso o pedido seja negado sem justificativa legal ou prevista no edital, a banca organizadora não poderá cobrar a taxa do candidato.
A proposta também proíbe que a banca exija o pagamento da inscrição antes do término do prazo para solicitação da isenção, além de vedar a exigência de quitação da taxa como condição para posse no cargo.
O descumprimento dessas medidas poderá resultar em punições, como advertência, multa de até R$ 20 mil e obrigação de devolver em dobro os valores cobrados indevidamente.
Próximas etapas
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado.